Tudo sobre a próxima novela da Globo Cama de Gato

Por que as pessoas andam tão individualistas, perdendo inclusive a capacidade de amar e enxergar o outro? Questionamentos como esse levaram as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes a escrever a trama da próxima novela das seis, ‘Cama de Gato’, que estreia no dia 05 de outubro. O primeiro roteiro original da dupla, que assinou a adaptação de ‘O Profeta’, tem supervisão de texto de João Emanuel Carneiro, direção de núcleo de Ricardo Waddington e direção-geral de Amora Mautner.
No folhetim, contemporâneo e ambientado no Rio de Janeiro, Gustavo (Marcos Palmeira) é um perfumista que venceu na vida, mas o poder e a riqueza o transformaram num homem arrogante e infeliz. Logo nos primeiros capítulos, sua vida sofre uma reviravolta, que o faz perder tudo. E só o amor será capaz de devolver a ele os valores humanos que esqueceu ao longo de sua trajetória. A heroína da história é Rose (Camila Pitanga), uma dessas “supermulheres” que trabalham dobrado para criar os filhos, sem perder a garra, a disposição e a alegria. Com sua simplicidade, ela vai mostrar que tem muito mais sabedoria do que Gustavo. É com Rose, que ele vai reaprender a viver e a ser feliz.
A ascensão de Gustavo e a amizade com Alcino
Gustavo Brandão (Marcos Palmeira) conquistou tudo o que queria: tornou-se um rico perfumista, após uma ascensão econômica e social vertiginosa, e casou-se com a mulher por quem era apaixonado desde a adolescência, Verônica (Paola Oliveira), que sempre foi rica, linda e mimada. Ela é filha única de Severo (Paulo Goulart), ex-patrão dos pais de Gustavo, que trabalhavam e moravam na mansão do empresário, quando ele ainda era dono de uma das maiores indústrias químicas do Brasil. Nessa época, o jovem Gustavo sofreu um terrível trauma: seus pais, Julieta (Suely Franco) e Ferdinando (Pedro Paulo Rangel), foram humilhados e postos na rua de maneira implacável, porque o casal de empregados faltou por dois dias ao trabalho, a fim de acompanhar as buscas ao filho que havia se perdido na Floresta da Tijuca.
Na aventura, Gustavo estava acompanhado do inseparável amigo, Alcino (Carmo Dalla Vecchia). Ao se perderem na mata, os garotos foram encontrados pelos bombeiros e recebidos como verdadeiros “heróis sobreviventes”. Mesmo exaustos e famintos, os amigos se divertiram com o assédio da imprensa e se abraçaram para as fotos das primeiras páginas dos jornais. Severo, entretanto, que não gostou nada dessa história, demitiu os pais de Gustavo. Apesar dos apelos de que a família não tinha onde morar e de que, em vinte anos de trabalho, nunca haviam faltado, o empresário não perdoou. A maneira desumana como foram tratados marcou para sempre a vida de Gustavo, que prometeu que seria um vencedor e nunca mais permitiria que o humilhassem.
Com sacrifício, o jovem se formou em química e, anos mais tarde, tornou-se dono, em sociedade com Alcino, da Aromas, uma das maiores empresas de perfumes e cosméticos de luxo do mercado. O sucesso começou a despontar quando o perfumista criou uma fragrância especial batizada de ‘Verônica’, em homenagem à filha de Severo, por quem sempre foi apaixonado. Um tempo depois, quando o ex-patrão de seus pais perdeu tudo o que tinha no jogo, Gustavo comprou a mansão e a fábrica de produtos químicos para ali instalar a Aromas. Bem-estabelecido, casou-se com Verônica e completou sua revanche mantendo Severo, sob rédea curta, como um mero contador de sua empresa.
Dez anos após sua criação, ‘Verônica’ é o perfume mais vendido de todo país. A fama e a fortuna, porém, transformaram Gustavo em um homem duro, arrogante e nada generoso, o pesadelo de seus funcionários que o chamam pelas costas de “Imperador”. Alcino, por sua vez, sabe desfrutar o dinheiro. Aproveita a vida intensamente, praticando esportes radicais de que tanto gosta, mora em um barco e é extremamente querido pelos que o cercam. Namorador, nunca se prendeu a nenhuma mulher. Sua maior tristeza é não reconhecer mais no sócio o melhor amigo de infância.
No dia de seu aniversário, Gustavo destrata sua família e os funcionários que queriam lhe parabenizar, e Alcino acaba tendo uma séria discussão com ele. “Você não é dono do seu dinheiro, Gustavo! O dinheiro é que é seu dono!”, tenta alertar. Mas o perfumista, cada vez mais irritado, rebate dizendo que, na verdade, Alcino sente inveja de seu talento, sua vida e seu casamento. Com os ânimos exaltados, os dois partem para a briga e decidem desfazer a sociedade. Longe da vista de todos, Gustavo se permite fraquejar e chora no banheiro. Aturdido, o perfumista não repara na presença de Rose (Camila Pitanga), faxineira que estava limpando um dos reservados e que fica comovida com a cena que vê.
Poucos dias depois, Alcino tem uma ingrata surpresa. Após desmaiar e sofrer um acidente enquanto voava de paraglider, o empresário descobre que está doente e que não tem muito tempo de vida. A sentença, no entanto, é recebida com serenidade, pois Alcino sabe que viveu exatamente como queria. Seu único arrependimento é ter se preocupado excessivamente com seu prazer, deixado de cuidar de quem precisava dele. Ele decide, então, usar o tempo que lhe resta para fazer diferença na vida das pessoas que ama e o primeiro da lista é Gustavo.
O plano de Alcino e a demissão de Rose
Incomodado com a transformação do amigo, Alcino resolve levar Gustavo à força para um lugar desértico, onde, longe de seu cotidiano e sem poder lançar mão de seu dinheiro, terá a chance de repensar sua vida. Com a ajuda da fiel escudeira Mari (Isabela Garcia), sua assistente, o empresário contrata homens de confiança para tirar o amigo do circuito, enquanto ele monitora os passos do perfumista com a intenção de reencontrá-lo para ter uma conversa franca que recupere a antiga amizade. Uma aventura parecida com a que viveram quando eram adolescentes e se perderam na Floresta da Tijuca.
Convicto de que seu plano dará certo, o empresário conta sua ideia a Verônica e Davi (Ângelo Antônio), mulher e irmão caçula de seu sócio, para que os dois possam ajudá-lo. Porém, no momento em que estão combinando sumir com Gustavo após a festa de lançamento da nova fragrância do perfume ‘Verônica’, em comemoração aos seus dez anos de sucesso, a faxineira Rose (Camila Pitanga) ouve a conversa. Sem saber que se trata de uma brincadeira de Alcino, ela se sente na obrigação de avisar o patrão do risco que está correndo. Rose, que já havia se comovido ao ver o perfumista chorando, não acredita que alguém capaz de criar essências tão maravilhosas possa ser tão mau ou insensível quanto dizem.
Com a ajuda da melhor amiga, Taís (Heloísa Perissé), que também é faxineira da Aromas, Rose dá um jeito de entrar na festa, pegando um lindo vestido na lavanderia do luxuoso hotel onde a recepção está acontecendo. Quando finalmente encontra o perfumista, ela tropeça e cai nos braços dele, arrancando um surpreendente sorriso do empresário. Mas sua missão não é nada fácil. Ao perceber que não terá privacidade para contar o que o melhor amigo, o irmão e a esposa estão tramando contra ele, Rose puxa Gustavo para dançar, afastando-se da multidão.
O empresário se encanta com o cheiro dela – uma receita caseira que aprendeu com a avó – e tenta adivinhar as essências de seu perfume. Mas a faxineira sabe que não tem tempo a perder e se apressa em contar o que ouviu. Porém, logo é surpreendida por uma funcionária do hotel que a acusa de ter roubado o vestido. Sem acreditar nas palavras de Rose, Gustavo a destrata por ser faxineira, a chama de ladra e ainda a demite, junto com Taís. Extremamente magoada, Rose tenta defender a amiga, mas seu esforço é em vão.
Enfurecido, o perfumista vai embora da festa, enquanto Alcino dá prosseguimento a seu plano, sem saber que está sendo usado pela ambiciosa Verônica. Aproveitando a bem-intencionada brincadeira do empresário, ela arma para sumir de vez com o marido e herdar sua fortuna. Com a cumplicidade de seu amante, o modelo Roberto (Dudu Azevedo), a vilã contrata dois capangas para seguir Alcino em sua viagem ao deserto. Após roubarem os equipamentos do empresário, inclusive o computador que monitora os passos de Gustavo, uma grande perseguição acontece e tem o seu desfecho quando o perfumista leva um tiro de raspão e cai de um penhasco. Do local em que Alcino assiste à cena, ele tem certeza de que o amigo se suicidou e fica arrasado. Sem saber da arapuca em que, sem querer, colocou Gustavo, Alcino depõe, mas não revela o plano inicial, contando apenas que havia combinado de encontrar o amigo na viagem. Depois de algumas buscas, o perfumista é dado como morto pela polícia local.
Mais uma armação de Verônica
Após a festa da Aromas, enquanto Gustavo é levado à força para o deserto, Verônica, muito ansiosa, retorna à mansão acompanhada de Roberto. A executiva se preocupa em não ser vista pelos empregados, Péricles (Tony Tornado) e Ernestina (Ilva Nino), mas não imagina que possa ser surpreendida pela modelo Natasha (Letícia Birkheuer), em sua própria casa.
Estrela da campanha publicitária da nova fragrância do perfume Verônica, Natasha tinha um casinho com Roberto, seu parceiro de trabalho, o que deixava a mimada senhora Brandão louca da vida. Discretamente, ela influenciou Gustavo a demitir a modelo, alegando que estaria acima do peso, e o empresário fez isso da pior maneira possível: humilhando a moça no dia da festa e diante de outras pessoas. Na mesma noite, mais tarde, Natasha vai atrás do empresário para tomar satisfação. Ao descobrir a traição de Verônica, a modelo a chantageia. Num acidente, porém, cai da varanda da mansão e morre.
Desesperada, mas sem perder o controle da situação, a executiva da Aromas veste Roberto com o suéter que seu marido usou naquela manhã e os dois fogem no carro de Gustavo: ele dirigindo, para ser visto de relance pelos empregados, e ela escondida no banco de trás. A armação dá certo e o empresário torna-se o principal suspeito da morte da modelo. Esse passa a ser mais um segredo que une o casal, mas a harmonia não dura muito tempo. Apesar de ter conquistado Verônica, Roberto não é exatamente o parceiro que se espera de uma mulher sofisticada. O modelo é um cara bronco, sem requinte algum, que costuma enfiar os pés pelas mãos quando se sente ameaçado. E isso acontece muito rápido na relação dos dois, já que a executiva decide conquistar Alcino.
Logo após a suposta morte de Gustavo no deserto, Alcino assume a presidência da Aromas, preocupado em amparar a família do amigo, e Verônica é promovida a vice-presidente, cargo muito pequeno para sua ambição. Por acaso, ela acaba descobrindo que Alcino está doente e tem pouco tempo de vida, apesar de o assunto ser tratado com extrema discrição por ele e pela assistente Mari (Isabela Garcia). Assim, a vilã traça sua nova meta. Verônica se aproveita da enorme culpa que o empresário sente pela morte de seu melhor amigo e finge estar em depressão. Preocupado em confortá-la, o executivo se envolve cada vez mais no teatro da viúva frágil e desprotegida. Com o pretexto de que ele a faz lembrar Gustavo, Verônica seduz Alcino, para desespero de Mari, que não confia na vilã e morre de ciúme; e de Roberto, que não quer perder sua bocada e também morre de ciúme.
A peregrinação de Gustavo e a batalha de Rose
Distante dos rumos de sua empresa e de sua própria vida, Gustavo é encontrado muito ferido por um pescador, que cuida dele. Ao melhorar, ele custa a entender por que foi traído de forma tão vil pelas pessoas que mais amava. Ajudado por essa família humilde, esse é o primeiro contato que o empresário tem com o sentimento de solidariedade, depois de anos de muita arrogância e frieza. Porém, o caminho de Gustavo é longo.
O perfumista descobre, pelos jornais, que foi acusado da morte da modelo Natasha, mas que também foi dado como morto. Sem dinheiro e com medo de procurar as pessoas em quem confiava, Gustavo é maltratado na rua, sente fome e sofre os mais diversos tipos de humilhação. Desamparado, ele se lembra muito de Rose, a faxineira que tentou alertá-lo. Para sobreviver e voltar para casa, o ex-empresário trabalha como ajudante em uma feira, como cortador de cana, e em uma colheita de café, entre outros bicos que surgem.
De volta ao Rio de Janeiro, Gustavo encontra apoio em Domênico (Jorge Cerrutti), um catador de lixo reciclável que o incentiva a procurar a família. Porém, quando vai ao encontro de Verônica, em sua antiga casa, ele a vê tomando café da manhã com Alcino no terraço e se sente novamente traído. Sua sorte, contudo, está prestes a mudar. De dentro de sua velha Kombi, a faxineira Rose avista Gustavo em um ônibus e tenta a todo custo emparelhar o carro com o coletivo para confirmar se ele é mesmo seu antigo patrão. Sua charanga a deixa na mão, mas, diante do tumulto causado, Gustavo a vê de longe e a reconhece como a mulher que tentou ajudá-lo.
Mesmo tendo sido demitida pelo arrogante empresário, Rose ficou muito comovida com a notícia de sua morte e não conseguiu tirar o perfumista da cabeça. Alcino – que se sentia indiretamente responsável pela demissão dela e, no fundo, ficara impressionado com sua atitude de avisar Gustavo sobre o que pensava ser uma armação – chegou a procurar a faxineira para explicar o que havia acontecido e oferecer seu emprego de volta. Ela, no entanto, não acreditou na inocência do empresário e recusou a oferta de trabalho.
Como as contas não paravam de chegar e encontrar emprego com pouca escolaridade é muito difícil, Rose aceita ser a parceira de dança de Sólon (Daniel Boaventura), nos bailes temáticos do clube Esplêndido da Glória. E é lá que Gustavo a reencontra e se encanta com aquela mulher que dança de forma tão apaixonada. Contudo, antes de que possa falar com ela, o perfumista é expulso do baile por estar malvestido.
A paixão de Gustavo e Rose
Mais uma vez incentivado por Domênico, o dono da Aromas não desiste e consegue um traje adequado para voltar ao baile. No mesmo dia, porém, Alcino aparece no local, já que Taís lhe contou que a amiga estava com sérias dificuldades financeiras e que havia sido despejada da casa em que vivia de aluguel com os quatro filhos. Outro mal-entendido acontece. Rose puxa Alcino para dançar, com o intuito de que ele não veja que o amigo de infância está vivo, e Gustavo desconfia do envolvimento dos dois contra ele. Mas, em pouco tempo, após uma conversa franca, a confusão é desfeita e Rose e Gustavo se beijam pela primeira vez.
Apesar da paixão que claramente os une, Rose garante que vai ajudar Gustavo apenas como amiga, pois, acima de tudo, precisa proteger os filhos, que já sofreram muito desde que ela se meteu em toda essa enrascada e ficou sem trabalhar. Poucos dias depois, sem saber que Alcino está por trás tentando ajudá-la, a faxineira recebe uma oferta muito boa para vender sua velha charanga e, dessa forma, consegue comprar sua antiga casinha alugada. Sem pensar muito e sempre solidária, ela convida Gustavo, que até então andava pelas ruas, para morar com sua família. Um novo mundo se abre para o perfumista a partir daí.
A família de Rose
Apaixonada por novelas da televisão, Rose batizou seus quatros filhos com os nomes dos artistas de que tanto gosta: Tarcísio (Heslander Vieira), Glória (Raquel Fuina), Francisco (Gustavo Maya) e Regina (Julyana Garcia), em homenagem a Tarcísio Meira, Glória Menezes, Francisco Cuoco e Regina Duarte. Apesar das dificuldades, a família é muito alegre e vive em harmonia. A paz só costuma ser quebrada por Tião (Aílton Graça), ex-marido e pai das crianças, que vive encostado na generosidade dela.
Há alguns anos, quando soube que o malandro pulava a cerca, Rose pediu o divórcio, mas continuou amiga dele. É a provedora da casa, já que Tião recebe uma pequena aposentadoria por invalidez e alega que não pode fazer esforço algum em função de um problema cardíaco. Na verdade, ele goza de boa saúde e aproveita o tempo livre e o dinheiro que arranca da ex-mulher para jogar sinuca e cortejar Heloísa (Emanuelle Araújo), secretária da Aromas, que mora na pensão da Dona Genoveva (Rosi Campos). Com tantas armações, Tião é uma das poucas pessoas capazes de tirar Rose do prumo, principalmente se for para defender os filhos.
Uma de suas maiores preocupações é com o filho Tarcísio. Em função de uma otosclerose, o adolescente perdeu grande parte da audição e se ressente de usar o aparelho que o ajuda a escutar, em função do preconceito dos colegas de escola. Porém, mesmo com sua deficiência, o rapaz é um exímio estudante de piano e sua timidez reveste uma doçura infinita. Tarcísio se encanta pela delicada Eurídice (Bianca Castanho), mas, apesar de ser correspondido, sua vida não é nada fácil em função da implicância e marcação cerrada que ele sofre por parte do irmão da moça, Pedro (Ronny Kriwat), o bad boy da escola. De longe, a esperta Luli (Marcella Rica), irmã temporã de Taís (Heloísa Périssé) e filha de Genovena (Rosi Campos), sente muito ciúme de Tarcísio, por quem é apaixonada.
Glória (Raquel Fuina), irmã gêmea de Tarcísio, também é uma filha muita querida e amorosa. Porém, ao conhecer Nuno (Rainer Cadete), irmão do modelo Roberto (Dudu Azevedo) e gerente das lojas da Aromas, a adolescente começa a sentir vergonha de sua condição social. Sem saber que Nuno é um rapaz de ótimo caráter e extremamente esforçado, ela mente para conquistá-lo. Quando não está trabalhando, ele se dedica às aulas de pilotagem de avião e, em seu primeiro voo desassistido, faz questão de levar Glória para acompanhá-lo nas nuvens.
A vizinhança da Glória
Na mesma vila em que mora a família de Rose, está a pensão da dona Genoveva (Rosi Campos), mãe de Taís (Heloísa Périssé) e Luli (Marcella Rica), que aluga quartos para as funcionárias da Aromas: Heloísa (Emanuelle Araújo), Suzana (Marcella Valente) e Patrícia (Luana Martau). Num estilo bem mãezona, ela cuida de todos, mas não dá moleza nem para o acomodado Tião, que também aluga um de seus quartos, nem para Bené (Marcello Novaes), pai de seu neto Juca (Rafael Miguel), que mora na vizinhança. Faz questão de dizer que a filha e ele nunca foram casados – “fizeram é bobagem mesmo” – porque ainda sonha que Taís encontre seu príncipe encantado. E se for um estrangeiro, como Sólon (Daniel Boaventura), melhor ainda.
Batalhadora como sua melhor amiga Rose, Taís não deixa de ser extremamente vaidosa. Faz questão de estar sempre enfeitada e com um modelito de arrasar. Ao ser cortejada por Sólon, um falso argentino galanteador e dono do clube de dança Esplêndido da Glória, a faxineira imagina que tirou a sorte grande, sem imaginar que o bonitão é praticamente um ouro de tolo.
E quem fica enlouquecido com o namoro dos dois é Bené, eternamente apaixonado pela mãe de seu filho. Apesar de ser um ótimo sujeito e ter um bom coração, Bené é um Midas ao avesso: o que toca vira poeira. Seu problema não é encontrar emprego, mas resistir três dias sem ser demitido. Como vendedor de picolé, ele toma com o filho mais sorvete do que o que consegue vender. Como pipoqueiro, ele deixa a carrocinha explodir, depois que a abandona durante uma cena de ciúme de Taís. Como motorista de funerária, ele se esquece de buscar o defunto, para seguir o carro de seu adversário Sólon, que está acompanhado por outra mulher. E por aí se vão inúmeras peripécias que o fazem sempre perder o emprego e o respeito de sua amada Taís. Se bem que, amar, ela o ama, mas seu orgulho não a deixa admitir isso.
Figurino e caracterização
Para criar os guarda-roupas dos personagens de ‘Cama de Gato’, a figurinista Lalibe Simão começou o trabalho montando pranchas com referências do universo de cada um. E os recortes foram os mais diversos possíveis. Para Rose (Camila Pitanga), imagens dos seus artistas de televisão preferidos se misturam às de São Francisco de Assis e de Joana D’arc. Na de Gustavo (Marcos Palmeira), estão muitos cifrões, ternos luxuosos com cores secas, moleques descalços jogando bola e uma imagem conceitual de um menino subindo uma escada. Já a prancha de Verônica é extremamente elegante, com poucas cores pontuadas e muitas indicações do universo da moda, como bolsas Hermès, sapatos Prada e joias Jacques Vartanian.
A realidade também foi uma importante fonte de pesquisa da equipe de figurino, que saiu às ruas para fotografar pessoas em situações diversas. A inspiração do figurino da personagem Heloísa (Emanuelle Araújo), por exemplo, veio de uma mulher vista num posto de gasolina usando um vestido justo, com blazerzinho e sapato scarpin. Era justamente a imagem de uma mulher sensual e invejosa, “escondida” em uma roupa de escritório.
“O trabalho é uma junção da realidade com um pouco do lúdico e alguma busca de época. Mesmo quando se trata de uma história contemporânea, existe uma mistura forte entre esses códigos para criar os personagens”, define Labibe.
Rose
O maior desafio foi transformar Camila Pitanga, que interpreta a faxineira Rose, em uma mulher invisível, como sugere o texto da novela, de maneira verossímil. Ocorreram inúmeras provas de roupa até achar as camisetas e o jeans certos para compor uma figura feminina, alegre e com a praticidade necessária a uma mãe de quatro filhos, que cuida da casa e sustenta a família. Em geral, as camisetas são lisas ou, quando estampadas, são de cashmere. Nada agressivo ou com muito contraste, porém, as cores são fortes. Como Rose tem uma personalidade extremamente firme, a equipe de figurino usou muitos tons terrosos e roxo ou pink. Ícones de mulheres guerreiras, como Joana D’arc, também serviram de inspiração e pequenos detalhes foram incorporados ao figurino. “Usamos sandálias amarradas ao tornozelo, o que nos remete à imagem de uma mulher gladiadora”, conta Labibe. O santo de devoção de Rose também está sempre por perto, em um escapulário com a cruz de São Francisco de Assis e a imagem de São Francisco do Sagrado Coração.
A caracterização assinada por Alê de Souza e Gilvete Santos também foi focada em neutralizar a beleza e sofisticação natural de Camila, sem perder de vista a simplicidade da maquiagem. Já os cabelos geralmente estão presos em um coque bem-feito. “A Rose é uma mulher prática, tem que dar conta do trabalho e dos filhos, mas não é desleixada”, diz Alê de Souza.
Os momentos mais lúdicos da personagem são as danças como parceira de Sólon (Daniel Boaventura), em que ela aparece como uma princesa. Ainda assim, é uma ousadia comedida. A própria atriz Camila Pitanga brinca dizendo que, para os bailes, a Rose se deixa ser arrumada pela amiga Taís (Heloísa Périssé), que é bem mais vaidosa do que ela. Nos figurinos das festas do Esplêndido da Glória, Labibe aproveitou para fazer algumas experimentações: “Modifico estampas que não existem prontas em lojas e as imprimo a laser em alguns materiais diferentes, como paetês. Alguns testes deram uns efeitos incríveis”.
Sólon
O dono do clube Esplêndido da Glória também tem uma curiosidade em seu figurino. O norte para a criação de suas roupas é o fato de ele ser um “personagem” o tempo todo. Labibe brincou com a contradição entre o que ele é e o que finge ser. “Sólon (Daniel Boaventura) usa muita gola aberta, para mostrar o corpo, e tem um pé no exagero. Por dentro do colarinho, uso um xadrezinho ou cor diferente da blusa, para remeter a esse segredo que está escondido, mas que vez ou outra ele acaba mostrando”.
Verônica
Já Verônica (Paola Oliveira) é uma vilã art déco. O movimento que influenciou a arquitetura, as artes visuais e a moda nas décadas de 20 e 30 – e que continua inspirando a moda contemporânea – foi a principal referência para as formas dessa personagem: linhas duras, formas geométricas nos cortes, sem leveza ou fluidez. Em antiquários, a equipe de figurino procurou fivelas déco que foram transformadas em cintos modernos. Os tecidos das roupas de Verônica variam desde a mistura de chamois com couro até o uso de neoprene, material usado em roupa de mergulho, que dá uma aparência seca e estruturada. Entre as calças estão as pantalonas pata de elefante, alongando a silhueta.
Como a personagem sempre pertenceu à alta sociedade e tem acesso ao universo da moda, Labibe pesquisou vários estilistas como Prada ou Givenchy. Sempre elegante, a antagonista se veste muito de maneira bicolor, com acessórios de cor diferente. “Ela usa muito preto e pontua com um sapato ou uma bolsa verde esmeralda, por exemplo. Há sempre pontuações de cores, mas ela não é uma pessoa colorida. A Verônica tem uma silhueta bem Azzedine Alaia, que é uma estilista que eu adoro”, conta Labibe.
Para o corte de cabelo, a equipe de caracterização escolheu um visual contemporâneo, que aposta em uma tendência da moda, o cabelo médio, na altura do ombro. Com estrutura reta, um discreto desfiado nas pontas garante movimento e a franja na altura entre a boca e o queixo ajuda a abrir a expressão facial. Completando a aparência moderna, os fios foram pintados de louro médio dourado. “Optamos por um cabelo liso para tirar o romantismo das ondas e dos cachos. É um corte reto com estrutura mais seca e escovado ao natural. É um visual sofisticado e prático que está muito na moda na Europa e ainda é democrático, fica bonito em vários tipos de rosto”, conta o supervisor de caracterização Alê de Souza.
Gustavo
O figurino de Gustavo (Marcos Palmeira) sofre uma transformação radical logo no início da trama. Inicialmente, suas roupas são extremamente elegantes com cortes secos e cores fechadas, como vinho, verde, preto e cinza. Quando é levado à força para o deserto, o perfumista está com o smoking que usou na festa da Aromas. É o início da desconstrução do figurino do personagem, que tem sua vida virada pelo avesso. Sob o sol escaldante, logo o paletó é deixado de lado e o empresário luta como pode para fugir dos capangas, vestido com os restos do seu traje social. Dali para frente, ele precisa contar com a solidariedade dos outros para ter o que vestir. “Nas cenas em que percorre um vilarejo, ele veste uma blusa surradinha, uma bermuda jeans e um chinelo, que ganhou de um pescador. A indumentária dele fica sem identidade, pois tem que aceitar o que os outros dão”, conta Labibe.
Em uma das cenas em que Gustavo está completamente desamparado, a figurinista aproveitou para abordar uma questão social do país. “Ele vestirá uma blusa dos anos 80, amarela e azul, fazendo referência à bandeira do Brasil. Como mendigo, ele ficará invisível mesmo usando essa blusa completamente colorida, porque muitas pessoas não olham para o lado”, diz.
Alcino
Já o figurino de Alcino (Carmo Dalla Vecchia) é totalmente desprendido das formalidades do status econômico-social que conquistou. Suas roupas são despojadas e com cores mais leves. “Ele mora em um barco, tem um estilo aventureiro, seu figurino reflete o que é: um bon vivant, que preza a liberdade. Suas roupas nunca são para ostentar, sua prioridade é o conforto”, explica a figurinista.
Mari
Mari (Isabela Garcia), sua fiel escudeira, também segue o estilo do patrão, por quem é secretamente apaixonada. “Apesar de ser secretária, ela não faz uma linha tão executiva, tenta ficar mais esportiva e, nas cenas em que acompanha Alcino na viagem ao deserto, chega a ter um toque ‘safári’. Sua palheta de cor é cáqui, bege e cores de floresta, pois assim ela se sente mais próxima do universo dele. Mari reflete o que ama nele”, completa Labibe.
Taís
Taís (Heloísa Périssé) é a vaidade em pessoa. As cores de seu figurino são sempre vibrantes e a maioria dos “modelitos” são colados ao corpo. “Ela até usa uma bata, mas será acompanhada de uma ‘senhora’ fivela. A Taís adora misturar”, entrega Labibe. As peças são assimétricas e, quando não, têm pelo menos um babado. Algumas recebem interferências de cortes ou bordados, como se fosse a própria faxineira customizando sua roupa: “Se tem uma ideia, ela faz. Taís gosta de uma modinha, é daquelas que se permite gastar dinheiro para comprar alguma coisa que ela acha que tem a cara dela”.
A caracterização completa o visual exagerado. Heloísa teve o cabelo alongado e repicado, e o tom escolhido foi o louro com mechas mais claras. “Na boca, ela abusa do vermelho, e o corte dos cabelos tem muito movimento, no estilo dos anos 80. A Taís é uma ‘perua da periferia’”, brinca Alê de Souza.
Cenografia e produção de arte
Como nas demais áreas de criação, a realidade foi a principal fonte de pesquisa para as equipes de cenografia, produção e direção de arte, lideradas por Alexandre Gomes, Ângela Melman e Mário Monteiro, respectivamente. Com cerca de oito mil metros quadrados, a cidade cenográfica de ‘Cama de Gato’ reproduz a Glória, no Rio de Janeiro. A intenção, no entanto, não foi copiar um trecho específico do tradicional bairro, e sim criar uma ambientação que remetesse ao clima local.
A principal construção da cidade cenográfica, idealizada pelo cenógrafo Alexandre Gomes, é uma vila de casas antigas com traços da arquitetura neoclássica, estilo muito encontrado na região. Lá estão os lares de Rose (Camila Pitanga), Bené (Marcello Novaes) e Bruna (Tânia Costa), além da pensão de Genoveva (Rosi Campos). Na vizinhança, estão alguns estabelecimentos comerciais típicos de um bairro residencial, como um salão de cabeleireiro, um bar com sinuca e uma sorveteria. Outros cenários –
como o Colégio São Jorge, a casa de repouso, o barco onde mora Alcino (Carmo Dalla Vecchia) e a mansão de Gustavo (Marcos Palmeira), que, na trama, está localizada na área mais nobre da Glória – ficam em locações.
Uma característica do texto da novela que interfere na cenografia é o dinamismo dos capítulos. Além das locações fixas, há muitas externas em diferentes pontos do Rio de Janeiro. “A agilidade é uma característica forte da novela. A Duca e a Thelma têm esse ritmo de contar a história, e o João também contribui muito, já que é um traço bem presente nas tramas dele”, diz o diretor Ricardo Waddington, referindo-se às autoras Duca Rachid e Thelma Guedes e ao supervisor de texto João Emanuel Carneiro. “As cenas são menores, porém, em maior quantidade, e as gravações acontecem mais em locação e menos em estúdio”, avalia o diretor.
Casa da Rose
Encontrar o tom certo para o lar da heroína da novela foi umas das maiores preocupações das equipes. Apesar de não ter nenhum luxo, o cenário precisava ser acolhedor e refletir o amor com que Rose cuida de sua família. No texto, uma das rubricas orientou essa criação: “O quarto é simples, mas alegre, com cor e bom gosto. De cafona, só as fotos de ídolos de novelas grudados em algum lugar. E várias fotos de Roberto Carlos. Em cima da cômoda, imagem de São Francisco. Câmera por fim revela Rose diante do espelho da penteadeira, onde há outra foto do Rei”.
Ao se deparar com um livro de decoração “estilo brechó”, Ângela encontrou o caminho para desenvolver o visual dessa casa. “Rose possui, por exemplo, umas roupas de cama e mesa legais, mas que não teria condição de comprar se fossem ‘zero’. Então, o tecido é mais lavado, como se já tivesse sido bem usado. Alguns objetos também são um pouco desencontrados, porém sempre preservando a harmonia do local. Entendi esse bom gosto dela como uma intuição. E se vê muito isso pelo Brasil a fora, principalmente no interior. Ao entrar na casa das pessoas, estão todos os paninhos bonitinhos lá. É uma noção estética que a pessoa tem, mas que não foi aprendida convencionalmente”, define a produtora de arte.
Outro ponto que norteou essa criação foi o reaproveitamento de materiais, uma inspiração “a la noviça rebelde”, que cria uma saia a partir de uma antiga cortina, apesar de essas transformações de peças e objetos não aparecerem explicitamente na trama. “A imagino costurando sua própria colcha, então, não será um patchwork convencional, todo ‘combinadinho’”, diz Ângela. Seguindo esse mesmo código, os móveis da cenografia também brincam com algumas técnicas de “reciclagem”, como uma pátina para mudar a cor.
O perfume
Assim como o figurino de Verônica (Paola Oliveira), o frasco do perfume criado em sua homenagem por Gustavo (Marcos Palmeira) também tem silhueta art déco. A embalagem foi elaborada pela equipe da produtora de arte Ângela Melman, a partir de um esboço desenhado pelo diretor Ricardo Waddington. O cuidado com o principal produto da Aromas foi tanto que todos os recipientes cenográficos do perfume foram feitos em cristal soprado. A cor escolhida para o líquido foi um azul vivo, tal qual a flor de mesmo nome.
Até as maquetes de teste do ‘Verônica’ foram aproveitadas nas gravações. A partir das pesquisas sobre esse universo de perfumaria, a produtora de arte percebeu que muitas grifes luxuosas brincam com mockups de seus produtos nas decorações. “Antes do frasco final, havia um protótipo de resina que todos tinham gostado. Fizemos mais desses modelos, sem a logo do produto, para usar na vitrine da loja e no escritório da Aromas. É uma brincadeira estética”, conta a produtora de arte, que também pretende experimentar outros materiais, como papel machê, madeira e até sabonete, ao longo da novela. A equipe de cenografia de Alexandre Gomes também trabalhou com essa proposta e construiu uma estátua em acrílico do ‘Verônica’, com 4m de altura, 2m de comprimento e 1,30m de largura, para ambientar a festa em comemoração aos dez anos de sucesso do perfume. O cenário da loja, que inclusive abriga um café, é clean, porém sem abrir mão da atmosfera envolvente.
Os demais produtos da perfumaria foram desenvolvidos com visual moderno, a partir das tendências do mercado. “Pesquisamos a fundo os anúncios, os fracos e as tipologias de várias marcas, famosas e desconhecidas, e de diversas épocas. Existem tendências que são percebidas em diferentes grifes como Prada, Dolce & Gabbana e Mark Jacobs, por exemplo. Constatamos que alguns estilistas têm criado frascos com rendas, então mostramos essa referência do mercado”, conta Ângela. Como a Aromas é uma empresa ecologicamente correta, também foi criada uma linha de embalagens recicláveis.
Aulas
Para dar mais veracidade às cenas de ‘Cama de Gato’, alguns atores tiveram aulas específicas de acordo com seus personagens. Para as sequências do clube Esplêndido da Glória, os atores Daniel Boaventura (Sólon), Wagner Molina (Fiasco), Camila Pitanga (Rose) e Heloísa Périssé (Taís) tiveram aulas de dança com Jayme Arôxa. Nos ensaios, eles aprenderam um pouco de ritmos como valsa, bolero, samba choroso, zuqui, salsa e tango, além de treinar coreografias em função das cenas escritas.
Já os atores Tânia Costa (Bruna), Heslander Vieira (Tarcísio) e Bianca Salgueiro (Eurídice), que interpretam, respectivamente, uma professora de piano e seus alunos, tiveram aulas para aprender noções básicas do instrumento. Heslander ainda conheceu o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), no Rio de Janeiro, uma vez que seu personagem é deficiente auditivo por causa de uma otosclerose. Lá ele tem aprendido a Língua Brasileira dos Sinais.
Camila Pitanga também treinou a direção em uma Kombi velhinha azul e branca, que será parceira de Rose na novela. “Foi um barato, achava que seria mais difícil. A direção é mais dura e as dimensões são bem específicas, mas tudo correu bem. Você tem mais referência do que nos carros comuns, que têm o motor na frente. Na trama, a ‘Charanga’ é quase um personagem, nem sempre pega de primeira e protagoniza vários momentos cômicos”, conta a atriz.
Gravações no Maranhão e Rio Grande do Norte
As gravações de ‘Cama de Gato’ começaram com uma viagem ao Nordeste do país. Os Lençóis Maranhenses serviram para ambientar o deserto em que Gustavo é abandonado. Porém, na trama, será um local fictício, não especificado. De 10 a 24 de julho, as gravações ocorreram nas dunas brancas do Parque dos Lençóis Maranhenses e nas dunas amareladas dos Pequenos Lençóis. Para o acesso à primeira locação, a equipe e os equipamentos eram deslocados em carros tracionados 4x4, em aproximadamente 15 viagens por dia. Já para chegar às dunas dos Pequenos Lençóis, onde foi permitido gravar as cenas com quadriciclos, o trajeto era feito em cerca de 15 lanchas, com capacidade de 400 kg cada, que partiam do píer do hotel em Barreirinhas, onde a produção estava hospedada.
No total, a equipe era composta por 40 funcionários da TV Globo e 50 pessoas que foram contratadas no local. No Parque dos Lençóis, uma base foi montada para atender à equipe, enquanto nos Pequenos Lençóis a produção aproveitou a infraestrutura já existente para os turistas. “Tivemos autorização do Ibama para chegar a alguns lugares com um número reduzido de carros. Todos os dias encaramos muito sol e muito vento”, conta o diretor Ricardo Waddington. As gravações começavam geralmente às 10 horas e se encerravam quando o sol se escondia entre as dunas, por volta de 17h30.
Entre os dias 25 de julho e 01 de agosto, a Chapada das Mesas e a capital São Luís serviram de locação para a cena em que Gustavo cai de um penhasco e é dado como morto e para a peregrinação do perfumista tentando voltar para casa. Nos dias 04 e 05 de agosto, a equipe da novela completou as gravações dessa trama inicial em Galinhos, no Rio Grande do Norte, com a cena de uma calorosa briga entre Gustavo e Alcino, que acontece antes do acidente que supostamente tira a vida do perfumista.
Entrevista com as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes
Paulista de Mogi das Cruzes, Maria do Carmo Rodrigues Rachid, ou simplesmente Duca Rachid, se formou em Jornalismo e estreou na carreira de roteirista em Portugal, com um programa infantil. Seu trabalho com textos de novela iniciou-se com “A Banqueira do Povo”, pelas mãos do diretor Walter Avancini, que a convidou após ler uma proposta de sinopse que ela lhe enviou. Com o diretor e autor Walter Dürst, Duca trabalhou em “Tocaia Grande” e “Ossos do Barão”. Foi nessa última que conheceu Walcyr Carrasco, de quem se tornou colaboradora em ‘O Cravo e a Rosa’ (2000) e ‘A Padroeira’ (2001). Em 2005, Duca Rachid, junto com Alessandro Marson e Júlio Fischer, escreveu o ‘Sítio do Picapau Amarelo’.
Carioca, que adotou São Paulo como sua cidade há mais de 30 anos, Thelma Guedes se formou em Letras e iniciou sua carreira como roteirista na Oficina de Atores da TV Globo, em 1997. A partir daí, foi colaboradora de novelas como ‘Vila Madalena’, de Walther Negrão, e, com Walcyr Carrasco, trabalhou em ‘Esperança’, ‘Chocolate com Pimenta’ e ‘Alma Gêmea’. A autora já publicou os livros “Atrás do Osso”, com poemas, “Cidadela Ardente”, com contos, e o ensaio “Pagu: Literatura e Revolução”, além de participar das coletâneas de contos “Novelas, espelhos e um pouco de choro", "Histórias do Olhar", "DezAmores" e "Álbum de Fotos". Em novembro deste ano deste ano, Thelma vai lançar o livro “O Outro Escritor”, também de contos.
A primeira parceria entre Duca e Thelma aconteceu em 2006, quando Walcyr Carrasco as indicou para adaptar a novela ‘O Profeta’, cujo texto original é de Ivani Ribeiro. A dupla deu tão certo que as autoras decidiram repeti-la. Juntas, elas apresentaram à emissora uma sinopse inédita. Assim nasceu ‘Cama de Gato’. Neste trabalho, João Emanuel Carneiro assume pela primeira vez o papel de supervisor de texto.
Qual foi o ponto de partida e de inspiração para a sinopse de ‘Cama de Gato’?
Thelma: Esta história partiu de um sentimento que nós duas temos partilhado em nossos papos de amigas. De que o individualismo do mundo atual está levando as pessoas a perderem de vista alguns valores fundamentais do ser humano. Pensamos inicialmente neste personagem de um homem que perdeu sua capacidade amar, e que precisaria reaprender a enxergar o mundo e as outras pessoas.
Duca: Há muita gente boa refletindo sobre essa questão ultimamente. Não sei como a gente pode seguir adiante, sem resgatar alguns valores imprescindíveis como, por exemplo, a solidariedade. O livro do rabino Nilton Bonder, “O Sagrado”, entre outros, foi bastante inspirador pra gente. Além da trajetória do Buda, que vivia num palácio dourado e, quando saiu de lá, conheceu a dor, a doença, a velhice e a morte. Nosso protagonista, Gustavo, é alguém que já viveu no “mundo real”. Já foi um homem bom, solidário. Mas, depois, se encastelou na sede de sua empresa de perfumes, tornou-se um escravo do dinheiro e esqueceu esses valores. É por obra de uma “lição” de seu melhor amigo, Alcino, e de uma armação de sua mulher, a vilã Verônica, que ele vai voltar ao “mundo real”, resgatar esses valores humanos e reapreender a viver.
Thelma: Também foi muito inspirador o trabalho do psicólogo social Fernando Braga da Costa, que trabalhou oito anos como gari, varrendo as ruas da Universidade de São Paulo para sua tese de mestrado. Ele constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis”. Ou seja, a percepção humana fica totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. A Rose, nossa heroína, que é uma faxineira, é uma dessas “mulheres invisíveis”.
Como é esse processo de trabalho a quatro mãos? E como conseguem conciliar as diferenças entre vocês?
Duca: A gente senta para pensar a novela e escaletar os capítulos juntas. Depois distribuímos as cenas para nossos colaboradores. Em seguida, fazemos o texto final, separadas, mas de comum acordo. Eu sou muito gregária e é ótimo poder dividir com alguém um trabalho tão volumoso e de tanta responsabilidade! Nós temos muita afinidade e descobrimos que temos histórias de vida, mães e maridos muito parecidos. A Thelma, com certeza, seria uma pessoa de quem, independente do trabalho, eu ficaria amiga. Ela é uma pessoa leal, te puxa para frente, te encoraja, possui uma capacidade de trabalho admirável e é uma pessoa que lida com problemas com muita facilidade.
Thelma: Desde ‘O Profeta’, nós viramos amigas de infância. Neste trabalho em dupla, fiz uma grande descoberta: que é possível se divertir e se emocionar muito criando ao lado de outra pessoa, muito mais do que no trabalho de autor solitário. Muitas vezes, a gente morre de rir e chora juntas escrevendo as cenas. A Duca me passa uma segurança incrível. Ela tem uma coisa meio mãe, de proteção. É amorosa, sem deixar de ser firme. Acho que a maior diferença entre a gente é o jeito de trabalhar. A Duca é bem mais desprendida do que eu. Talvez por conta de nossas formações diferentes. Ela vem do jornalismo, que é mais colaborativo e ágil. Eu venho da literatura, que é mais solitária e lenta. Às vezes, eu demoro muito a “soltar” um capítulo, fico “procurando pelo em ovo”, “lambendo a cria”. E é a Duca quem me manda “largar o osso” e entregar logo, porque a produção precisa do capítulo!
O João Emanuel Carneiro está pela primeira vez supervisionando uma novela. Como está sendo essa parceria?
Duca: É um luxo contarmos com a supervisão do João Emanuel Carneiro. Um autor que, na minha opinião, criou um marco na teledramaturgia brasileira com "A Favorita": onde durante 60 capítulos ninguém sabia quem era a mocinha e quem era a vilã. O João, com seu talento e extrema inteligência, tem dado uma contribuição muito grande à nossa história, respeitando, no entanto, as nossas escolhas, o nosso estilo e nosso jeito de trabalhar.
Thelma: Temos uma grande identificação artística com o João Emanuel. Foi ele que escolheu a nossa sinopse para supervisionar. Foi um encontro muito feliz. Temos as mesmas referências de livros, filmes, etc. Está sendo uma delícia trabalhar com ele!
E como é a relação com os colaboradores?
Duca: Eu trabalho com o Júlio Fischer, o Alessandro Marson e a Thereza Falcão desde o ‘Sítio do Picapau Amarelo’. A Thelma conheceu o Júlio e o Alessandro na Oficina de Roteiristas da Globo, quando ela entrou na emissora. Ou seja, nós duas já temos uma relação de muitos anos com eles. A Thereza chegou um pouco depois, mas se encaixou muito bem nessa nossa “irmandade”, que se completa agora com a chegada do João Falcão.
A estreia como autoras foi em 2006, com a adaptação de ‘O Profeta’, cujo texto original é da Ivani Ribeiro. Mas ‘Cama de Gato’ é o primeiro roteiro original de vocês. O frio na barriga aumenta?
Thelma: Acho que agora nos sentimos até mais à vontade, porque estamos criando a nossa própria história. É muito mais difícil mexer na história de outro autor, principalmente quando se trata de uma grande autora como Ivani Ribeiro. Mas sabemos que a nossa responsabilidade é muito grande agora, com um argumento original.
Duca: Estivemos tão empenhadas na adaptação de ‘O Profeta’, quanto estamos agora com ‘Cama de Gato’, que tem um argumento original. No primeiro mês de ‘O Profeta’, foi identificado que o impedimento do amor de Marcos e Sônia, que na história original era uma questão ética, não atingia os telespectadores contemporâneos. Então, tivemos que criar um impedimento mais concreto: um vilão forte, o Clóvis. Assim, nossa versão de ‘O Profeta’ ficou bem diferente do texto original. Podemos dizer que foi mesmo outra novela. O trabalho de construção dessa outra história foi tão grande e complexo, como está sendo escrever agora ‘Cama de Gato’. Quanto ao frio na barriga, escrever novela é muito gostoso, mas ele está sempre lá...
A Rose (Camila Pitanga) é uma fã incondicional de novelas. E vocês, sempre foram noveleiras? Para escrever novelas, é preciso ser noveleiro?
Duca: Ah, eu sempre fui noveleira! Morei durante muito tempo na periferia de São Paulo. Não tinha acesso a cinema, nem a teatro. Minha janela para o mundo eram os livros e a TV. Lembro de assistir à “Gabriela” escondida da minha mãe (que considerava a novela muito “forte”) e dizer: “é isso que eu quero fazer!”. Anos mais tarde, tive o privilégio de trabalhar com o Dürst, o autor de “Gabriela”. Tem que gostar de novela sim, pra escrever novela.
Thelma: Sim, sempre fui noveleira. Desde a infância e adolescência, as minhas referências culturais sempre foram uma grande mistureba: livros, teatro (pelas peças que eu lia), cinema, telenovela, fotonovela, revista em quadrinhos... Sempre fui uma consumidora ávida de histórias, vindas de onde viessem! Janete Clair e Clarice Lispector, Dias Gomes e Philip K. Dick, Gilberto Braga e Machado de Assis... Eu conheci e me apaixonei por eles ao mesmo tempo! Acho importantíssimo conhecer muito bem o universo folhetinesco para compreender as regras básicas da telenovela e ser um autor desse gênero. Aí acho que só vendo muita novela!
Entrevista com o diretor de núcleo Ricardo Waddington
‘Cama de Gato’ está sob o comando do diretor de núcleo Ricardo Waddington, que também é responsável pelos programas ‘Amor & Sexo’ e ‘Por Toda a Minha Vida’. Em sua equipe, Amora Mautner faz sua estreia na direção-geral, e Gustavo Fernandez, André Felipe Binder e Roberto Vaz assinam a direção.
Camila Pitanga comentou que, durante as leituras de texto, você fez uns exercícios interessantes e, em uma ocasião, pediu para que os atores escolhessem um objeto nas ruas da Glória que pudesse acompanhá-los por toda trama. Como foi a preparação dos atores?
Ricardo Waddington: Todo processo industrial da televisão nos faz esquecer, muitas vezes, do lado artesanal da profissão, do nosso fazer, que é a criação, mais calma. O único momento em que podemos ter contato com isso é antes de começar a gravar, porque depois o ritmo fica muito pesado. O que propus foi explorar esse momento anterior às gravações, que é o da construção dos personagens. Fizemos alguns exercícios no bairro da Glória, que é onde se passa a novela, e pedi para eles comprarem objetos dos personagens lá no local que é o universo deles. O resultado foi bem interessante. A intenção foi criar um clima que trouxesse mais inspiração na hora de construir seus personagens. Também fizemos exercícios de improvisação sem um texto pronto, com algumas cenas propostas pelas autoras e outras inventadas pelos atores.
Essa é a primeira vez que você trabalha com as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes, que estão assinando o primeiro roteiro original delas. Como está essa parceria?
Ricardo Waddington: A parceria está ótima. Eu fico muito feliz em dirigir novos autores e acho fundamental esse movimento que a Rede Globo está fazendo de trazer novos autores. O próprio João Emanuel Carneiro, que pela primeira vez está supervisionando um texto, é uma prova vitoriosa desse novo modelo. Além das duas, temos outros exemplos como a Andrea Maltarolli (‘Beleza Pura’) e o Bosco Brasil, que fará a próxima novela das sete. Os horários das seis e das sete são muito bons para esse exercício de experimentação, com mais liberdade. Acho que esse movimento tem que acontecer também na direção, tanto que, em ‘Cama de Gato’, a Amora Mautner está fazendo pela primeira vez a direção-geral. Em outros programas da emissora, esse movimento de renovação já é natural, pois costumam convidar autores e diretores do mercado para fazer temporadas. E essa oxigenação tem que acontecer também nas novelas. Mas, claro, que tudo isso precisa ser feito com cuidado, pois, em novela, é necessário que se tenha experiência e um conhecimento de televisão mais aprofundado e sólido. Costumo dizer que é com as novelas que você manuseia os principais fundamentos da linguagem da televisão, pois é seu gênero principal de dramaturgia. Por isso é tão difícil renovar o corpo de produção e criação de uma telenovela, mas acho fundamental essa iniciativa da Rede Globo e sou fiel incentivador. É ótimo que grandes autores, como Manoel Carlos, Benedito Ruy Barbosa, Aguinaldo Silva, Sílvio de Abreu e Gilberto Braga, estejam no ar e melhor ainda que possamos utilizar a excelência deles para supervisionar e formar novos profissionais. E quero fazer o mesmo com a direção, que novos diretores apareçam, sejam supervisionados e tenham a chance de mostrar seus trabalhos.
E, por falar em renovação, você já lançou diversos atores que são bem-sucedidos em suas carreiras e mais uma vez temos alguns lançamentos em ‘Cama de Gato’. Em contrapartida, temos muitos atores consagrados, de diferentes idades. Como é esse equilíbrio para a direção?
Ricardo Waddington: Quando monto um casting, não parto de uma “obrigação” de lançar pessoas. Meu principal objetivo é escalar apropriadamente um ator em função de um personagem. Se eu encontro essa adequação, dentro dos atores conhecidos disponíveis, não tenho problema algum em trabalhar com eles. Porém, quando isso não acontece, me restam duas opções. Se eu não tenho o Tony Ramos, ou eu escalo alguém parecido com o Tony Ramos – e estou me referindo a ele aqui como um arquétipo de um excelente ator e profissional, independente da idade do personagem – ou crio a possibilidade de um novo ator aparecer. É um exercício difícil, que envolve riscos, mas é muito saudável, porque surgem novos talentos, que conquistam o público. Em relação à escalação de ‘Cama de Gato’, é um elenco maravilhoso. Tem um grupo experiente convivendo e trazendo segurança para atores mais jovens que estão começando suas carreiras.
Apesar de a trama central de ‘Cama de Gato’ ser a história de um homem que vê sua vida virada pelo avesso, os demais núcleos que o cercam são muito divertidos. Como você conceitua a direção da novela?
Ricardo Waddington: Fora do contexto, essa trama principal teria uma aparência um pouco pesada, mas, na realização, temos conseguido amenizar: está adequada ao horário, sem deixar de ser interessante, curiosa e intrigante. É um bom folhetim, com todos os ingredientes necessários para uma boa novela das seis. Tem leveza, romance, humor e momentos “água com açúcar”, assim como traição e morte, mas as histórias são sempre contadas de maneira tranquila e sem agressividade, para que as crianças não fiquem incomodadas e nem os pais constrangidos ao assistirem à novela com seus filhos.
As gravações de ‘Cama de Gato’ começaram pelos Lençóis Maranhenses, como um deserto fictício em que Gustavo é deixado. Como foram essas gravações e qual foi a maior dificuldade?
Ricardo Waddington: Inicialmente essas cenas seriam no Chile e na Bolívia, onde fizemos toda a pré-produção. Só que, uma semana antes de começarmos a gravar, o Ministério da Saúde brasileiro desaconselhou viagens para Argentina e Chile por conta da gripe. Como alternativa, escolhemos os Lençóis Maranhenses, sem identificar o local na trama. Aquela paisagem de imensidão atende ao que queríamos para a novela, mas as gravações foram difíceis. O povo é maravilhoso, receptivo, entretanto, tínhamos todas as dificuldades de uma locação que é um deserto. Lá é bom para ir de férias (risos)! No set, você tem uma equipe com 60 pessoas caminhando nas dunas de areia e, quando abre a câmera, não pode ter pegadas. Parece uma bobagem, mas é uma loucura. A logística para alimentar, hospedar e locomover a equipe com segurança também é complexa. Apesar disso, o resultado ficou muito bom. As gravações só foram possíveis, porque a Rede Globo sabe montar uma infraestrutura sensacional. Essa equipe de produção trabalha comigo há bastante tempo e já contornamos outras situações bem complicadas como as gravações de ‘Mad Maria’, em Rondônia.
Como é a direção de fotografia de ‘Cama de Gato’?
Ricardo Waddington: A novela é bem realista, não tem nenhuma pretensão maior. A fotografia é linda, mas trabalhando sempre dentro de uma linguagem bem realista. É só favorecer a luz que o ambiente nos traz. E, quando trabalhamos com a luz fria de um ambiente fechado, fazemos de maneira que seja mais adequada à cena.
E a trilha sonora?
Ricardo Waddington: Como é uma novela contemporânea, que se passa no Rio de Janeiro, escolhemos músicas que estão no mercado atual e que sejam adequadas aos personagens e às situações. Misturamos nomes consagrados com algumas coisas novas, que são garimpadas pelo Mariozinho Rocha, nosso produtor musical, e pelo Marcelo Toller, gerente artístico da Som livre. É uma trilha de bom gosto e que presta um serviço direto à novela, essa é a maior preocupação.
Perfil dos personagens de Cama de Gato
Gustavo Brandão (Marcos Palmeira) – Gustavo era um rapaz bom e pobre, mas que venceu na vida. Graças ao seu talento e esforço, se tornou um dos maiores perfumistas da atualidade, dono de uma grande empresa de perfumes e cosméticos. O poder e a riqueza, porém, o transformaram num homem arrogante e infeliz. Mas, logo no começo da trama, sua vida sofrerá uma reviravolta e ele vai perder tudo. E só o amor será capaz de devolver a ele os valores humanos que deixou para trás. Com Rose, ele vai reaprender a viver e ser feliz.
Rose (Camila Pitanga) – Rose é uma mulher batalhadora, uma dessas “supermulheres” que trabalham dobrado para criar seus filhos, sem nunca perder a garra, a disposição e a alegria. Com sua simplicidade, ela vai mostrar que tem muito mais sabedoria do que Gustavo. Rose sabe que a vida não é um parque de diversões, mas isso, longe de abatê-la, parece enchê-la ainda mais de ânimo e garra para vencer as dificuldades. Também não mede esforços para ajudar os outros ou defender alguém que esteja sendo injustiçado. Para ela, solidariedade e compaixão são deveres elementares de todo ser humano.
Verônica Brandão (Paola Oliveira) – Bonita, mimada, egoísta e ambiciosa, a mulher de Gustavo (Marcos Palmeira) é a grande vilã da trama. Nunca foi apaixonada pelo marido, ao contrário, passou a odiá-lo, à medida que Gustavo enriqueceu e comprou os bens de seu pai, Severo (Paulo Goulart). Tem um amante, o vaidoso modelo Roberto (Dudu Azevedo), por quem é completamente alucinada. O amante a ajudará nas armações para destruir Gustavo e reaver o patrimônio do pai.
Alcino Rodrigues (Carmo Dalla Vecchia) – É o melhor amigo de Gustavo (Marcos Palmeira) desde os tempos das “vacas magras”. Ajudou o perfumista a chegar aonde chegou e é sócio da Aromas. Simpático e bon vivant, tem paixão por explorar os lugares mais exóticos do planeta e sair com belas mulheres. Ao descobrir que tem uma doença e que terá poucos meses de vida, mantém a doença em segredo e decide dar um susto em Gustavo (Marcos Palmeira) para que ele volte a ser um bom amigo e reencontre a felicidade, como nos tempos de moleque. Embora suas intenções sejam boas, Alcino perde o controle da “brincadeira” e acaba se deixando envolver pela ardilosa Verônica (Paola Oliveira). O empresário também vai descobrir que tem um filho, o que o fará repensar sua própria vida.
Mari (Isabela Garcia) – Mari é a dedicada assistente de Alcino (Carmo Dalla Vecchia). Trabalha há muito tempo com ele e é tão eficiente, que, como o próprio chefe diz, é quase capaz de adivinhar seus pensamentos. O que empresário não percebeu ainda é que, ao longo dos anos em que trabalha pra ele, Mari se apaixonou. Mas Alcino nunca reparou em como ela é bonita e uma mulher interessante, pois só a vê como uma espécie de irmã. Apesar de sofrer muito por esse amor não correspondido, Mari só quer ver Alcino feliz.
Severo Tardivo (Paulo Goulart) – Pai de Verônica (Paola Oliveira) e contador da Aromas. Ex-patrão dos pais de Gustavo (Marcos Palmeira), os humilhou e demitiu. Acabou perdendo tudo e teve a casa e a empresa compradas por Gustavo, que ainda se tornou seu genro. Amargo, vingativo e cínico, Severo ajudará a filha a tentar acabar com Gustavo, mas não sem chantageá-la para ter algum benefício em troca.
Julieta (Suely Franco) – Mãe de Gustavo (Marcos Palmeira) e Davi (Ângelo Antônio), é uma mulher de espírito jovial e alegre. Com o marido, Ferdinando (Pedro Paulo Rangel), adora aprontar todo tipo de traquinagem. Julieta tem a saúde debilitada, porém tem birra de médicos e acredita que a diversão é o melhor antídoto contra todos os males.
Ferdinando (Pedro Paulo Rangel) – Pai de Gustavo (Marcos Palmeira) e Davi (Ângelo Antônio) e marido de Julieta (Suely Franco), com quem vive uma história de amor que já dura mais de 50 anos. É o companheiro inseparável da esposa.
Davi Brandão (Ângelo Antônio) – Irmão caçula de Gustavo (Marcos Palmeira), Davi não é nada ambicioso e tem profundo apreço pela vida familiar. É extremamente dedicado à mulher Sofia (Paula Burlamaqui), por quem é apaixonado, e aos dois filhos, o irresponsável Pedro (Ronny Kriwat) e a delicada Eurídice (Bianca Salgueiro). Sua bondade faz com que seja visto por muitos como “o irmão de Gustavo que não deu certo”, principalmente aos olhos de sua sogra Adalgisa (Yoná Magalhães), que adora humilhá-lo. Abandonou sua verdadeira vocação, o design, para ajudar o irmão a construir seu império, apesar de pouco usufruí-lo. Participa do plano de Alcino (Carmo Dalla Vecchia) porque considera, sinceramente, que pode ser bom para o irmão, porém, acreditando que Gustavo morreu, vai se culpar muito por isso.
Sofia (Paula Burlamaqui) – Mulher de Davi (Ângelo Antônio), é uma excelente professora. Adora crianças e sempre foi mais rigorosa que Davi com os filhos, sabendo impor limites, mas com amor e natural autoridade. Filha da esnobe Adalgisa (Yoná Magalhães), não aceita a maneira com que a mãe trata seu marido e como tenta influenciar o neto Pedro (Ronny Kriwat). Isso faz com que as duas vivam em pé de guerra.
Pedro (Ronny Kriwat) – Filho de Davi (Ângelo Antônio) e Sofia (Paula Burlamaqui) e irmão de Eurídice (Bianca Salgueiro). Aluno rebelde e completamente irresponsável com os estudos, já repetiu de ano três vezes. Influenciado por Adalgisa (Yoná Magalhães), a avó materna, tornou-se um garoto preconceituoso. Integra a “turma da pesada” no colégio e não perde uma oportunidade de aterrorizar os outros colegas, principalmente o namorado de sua irmã, Tarcísio (Heslander Vieira), que é deficiente auditivo.
Eurídice (Bianca Salgueiro) – Irmã de Pedro (Ronny Kriwat). Sensível e generosa, ela se encanta por Tarcísio (Heslander Vieira), a partir do amor de ambos sentem pela música.
Adalgisa (Yoná Magalhães) – Mãe de Sofia (Paula Burlamaqui). Com a morte do marido, perdeu a boa situação financeira que tinha, exceto o apartamento onde vive com a filha, o genro e os netos. Nunca escondeu sua preferência por Pedro (Ronny Kriwat), a quem sempre transmitiu seus valores distorcidos. Adalgisa também exerce uma interferência nefasta no casamento de Sofia e Davi.
Roberto (Dudu Azevedo) – Extremamente vaidoso, Roberto é o principal modelo da Aromas e mora com o irmão Nuno (Rainer Cadete). Amante de Verônica (Paola Oliveira), é cúmplice em todas suas armações. Bronco, porém boa pinta, não gosta de trabalhar, prefere viver às custas de mulheres bonitas, ricas e carentes. Seus dias se resumem à praia, academia, sinuca, massagista e limpeza de pele. Ambicioso e amoral, colocou o avô num asilo e tomou a casa dele, sem que o irmão saiba.
Nuno (Rainer Cadete) – Esforçado, trabalha como gerente das lojas da Aromas e é o oposto de Roberto (Dudu Azevedo). Veio do interior com o irmão, com quem mora em um casarão que, mais tarde, descobrirá ter pertencido ao avô de ambos. Nuno está tirando brevê para voar como o avô, Waldemar (Luiz Gustavo), um ex-piloto que ele acha que está morto. Vai se apaixonar por Glória (Raquel Fuina), filha de Rose.
Waldemar (Luiz Gustavo) – Interno de um asilo, Waldemar é um ex-piloto que perdeu a memória, mas não esquece sua paixão por voar. Encantado por Loló (Berta Loran), vai burlar a segurança do aeroporto para levar a amada em um passeio de jatinho. É avô de Nuno (Rainer Cadete) e Roberto (Dudu Azevedo), de quem sofreu um golpe e ficou sem sua casa.
Loló (Berta Loran) – Interna do asilo. Uma velhinha muito doce, que desabrocha ao aprender a usar a internet e criar um blog que fará um enorme sucesso entre os jovens.
Tião (Ailton Graça) – Ex-marido de Rose (Camila Pitanga) e pai dos seus quatro filhos, Tião é um homem encostado e mulherengo, que usa uma doença cardíaca para não trabalhar e passar os dias jogando sinuca ou papeando no bar. É namorado de Heloísa (Emanuelle Araújo) e, assim como ela, no início, é pensionista de Dona Genoveva (Rosi Campos). Depois passa a viver de favor, na casa de Bené (Marcello Novaes).
Tarcísio (Heslander Vieira) – Filho de Rose (Camila Pitanga). Apaixonado por música desde a infância, seu sonho de se tornar um famoso pianista desmorona quando perde a audição quase completamente, em consequência de uma otosclerose. No colégio, procura disfarçar o seu problema, não usando o aparelho que o ajuda a escutar. Apaixona-se pela doce Eurídice (Bianca Salgueiro), que também vai estudar piano.
Glória (Raquel Fuina) – Bonita e responsável, a filha de Rose (Camila Pitanga) está, contudo, na idade da contestação. De vez em quando entra em explosivos atritos com a mãe, com quem sempre se deu às mil maravilhas. Sua revolta é contra sua condição social humilde, que a leva a se sentir inferiorizada diante dos colegas e, em especial, do namorado, Nuno (Rainer Cadete). Seu grande sonho é ser modelo.
Francisco (Gustavo Maya) – Filho de Rose (Camila Pitanga), é um menino levado, que sonha ser jogador de futebol, mais especificamente o camisa 10 do Barcelona.
Regina (Julyana Garcia) – A quarta filha de Rose (Camila Pitanga) é uma menina doce e sensível, que sente a falta do pai. Por isso vai se apegar muito a Gustavo (Marcos Palmeira), quando ele for morar na casa de Rose.
Sólon (Daniel Boaventura) – Dono do clube Esplêndido da Glória. Apaixonado por dança de salão, finge ser argentino e promove, aos sábados, concorridos bailes no clube, cada vez com um tema diferente. Namora Taís (Heloisa Périssé), a quem trata como uma rainha, cercando-a de mimos e atenções, mas esconde um segredo.
Taís (Heloisa Périssé) – É namorada de Sólon (Daniel Boaventura), mas teve no passado um tumultuado romance com Bené (Marcello Novaes), do qual nasceu seu filho Juca (Rafael Miguel). Está com Sólon porque é bem-tratada e acredita que ele é rico, mas, na verdade, até hoje é louca por Bené, o que tenta esconder de todos.
Bené (Marcello Novaes) – Ex-namorado de Taís (Heloisa Périssé) e pai de Juca (Rafael Miguel). Atrapalhado e imaturo, não consegue encontrar uma ocupação fixa. Vive de bicos, os mais estapafúrdios e que invariavelmente acaba perdendo, por conta de seu jeito desastrado. É o típico “adultescente” que tem grande dificuldade em assumir a vida adulta e até hoje vive com os pais, Ernestina (Ilva Nino) e Péricles (Tony Tornado). Disputa com Sólon (Daniel Boaventura) o amor de Taís.
Juca (Rafael Miguel) – Filho de Taís (Heloisa Périssé) e Bené (Marcello Novaes), mora com a mãe na casa da avó Genoveva (Rosi Campos), onde é o xodó de todos. Também se dá muito bem com o pai, embora às vezes pareça ser mais maduro do que ele.
Genoveva (Rosi Campos) – Mãe de Taís (Heloisa Périssé) e Luli (Marcella Rica), e avó de Juca (Rafael Miguel). É uma “matriarca” suburbana, que cuida de todos com dedicação, carinho e pulso firme, inclusive das três funcionárias da Aromas, Heloísa (Emanuelle Araújo), Suzana (Marcella Valente) e Patrícia (Luana Martau), que moram na pensão.
Luli (Marcella Rica) – Irmã de Taís (Heloisa Périssé), é uma garota inteligente e com um grande interesse nos mais variados assuntos – de futebol à física quântica –, sobre os quais procura se informar através da internet. Sempre corrige os outros, sobretudo a mãe Genoveva, quando ouve alguma informação errada ou imprecisa. Tem uma paixão antiga por Tarcísio (Heslander Vieira), que nunca percebeu o sentimento dela e a tem apenas como amiga.
Heloísa (Emanuelle Araújo) – Heloísa é secretária da Aromas. Alegre, bonita e fogosa, mora na pensão de Genoveva (Rosi Campos) e vai namorar Tião (Aílton Graça), ex-marido de Rose (Camila Pitanga), de quem ela sente inveja.
Suzana (Marcella Valente) – É estagiária da Aromas e divide seu tempo entre o escritório e o curso de desenho técnico. Estilosa e muito charmosa, tem uma quedinha por Bené (Marcello Novaes). Amiga de Heloísa (Emanuelle Araújo) e Patrícia (Luana Martau), também é hóspede da pensão de Genoveva (Rosi Campos).
Patrícia (Luana Martau) – Competente e trabalhadora, a assessora de marketing da Aromas é capaz de concretizar os mais loucos projetos. Vai sofrer quando Verônica (Paola Oliveira) colocar Roberto (Dudu Azevedo) como seu chefe de seu departamento. Tem uma paixão platônica por Alcino (Carmo Dalla Vecchia) e mora na pensão de Genoveva (Rosi Campos).
Péricles (Tony Tornado) – Pai de Bené (Marcello Novaes), trabalha como motorista particular de Gustavo (Marcos Palmeira), mas, no passado, foi mecânico de aviões. É completamente apaixonado pela mulher, Ernestina (Ilva Niño), embora os dois vivam às turras.
Ernestina (Ilva Niño) – Mãe de Bené (Marcello Novaes), a empregada da casa de Gustavo (Marcos Palmeira) é uma cozinheira de mão cheia. É muito amiga de Genoveva (Rosi Campos), mas as duas discordam em um ponto fundamental: enquanto Ernestina adoraria que o filho Bené se acertasse com Taís (Heloísa Périssé), Genoveva acha que a filha está muito bem com Sólon (Daniel Boaventura), obrigada!
Irmã Andréia (Norma Blum) – Firme e bondosa, a diretora da escola é uma freira moderna, culta e esclarecida. Conhece Rose (Camila Pitanga) desde criança e ajuda ela e Taís (Heloísa Périssé) dando uma bolsa para a criançada estudar no colégio que é muito bom.
Bruna (Tânia Costa) – Professora de piano de Eurídice (Bruna Salgueiro) e Tarcísio (Heslander Vieira). Grande incentivadora de seus alunos, vai batalhar por uma bolsa para Tarcísio estudar piano no exterior.
Kátia (Nívea Stelmann) – Trabalha como copeira e será aliada de Verônica (Paola Oliveira) em suas armações para prejudicar os sogros e Alcino.
Fiasco (Wagner Molina) – Garçom e dançarino do clube Esplêndido da Glória, é um sujeito de aparência ingênua que às vezes leva Sólon (Daniel Boaventura), seu patrão, à loucura. O que o salva é que é um exímio pé de valsa. Por trás de sua aparente ingenuidade, Fiasco está sempre atento a tudo e, assim, sabe os pontos fracos de todo mundo.
Domênico (Jorge Cerrutti) – Catador de lixo reciclável, será praticamente o anjo da guarda de Gustavo (Marcos Palmeira), quando ele voltar para o Rio de Janeiro depois de ter sido dado como morto. É um personagem misterioso, que esconde um grande segredo.
Ficha Técnica
Uma Novela de
Duca Rachid e Thelma Guedes
Elenco (em ordem alfabética)
André Luiz Miranda
Ailton Graça
Ana Bertines
Angelo Antonio
Aramis Trindade
Berta Loran
Beta Perez
Bia Arantes
Bianca Salgueiro
Camila Pitanga
Carmo Dalla Vacchia
Chico Tenreiro
Daniel Boaventura
Dudu Azevedo
Emanuelle Araujo
Guilherme Vieira
Gustavo Maia
Heloisa Perisse
Henrique Ramiro
Heslander Vieira
Ilva Nino
Isabela Garcia
Jorge Cerruti
Julia Matos
Juliana Paiva
Julyana Garcia
Letícia Birkheuer
Luana Martau
Luis Gustavo
Lupe Giglioti
Marcela Valente
Marcella Rica
Marcelo Novaes
Marcos Palmeira
Nivia Stelmann
Norma Blum
Paola Oliveira
Paula Bulamarqui
Paulo Goulart
Pedro Paulo Rangel
Rafael Miguel
Rainer Cadete
Raquel Fuina
Ronny Kriwat
Rosi Campos
Roumer Canhaes
Selma Lopes
Suely Franco
Tania Costa
Tony Tornado
Wagner Molina
Walter Breda
Yoná Magalhães
Escrita Por
Thelma Guedes
Duca Rachid
Júlio Fischer
Thereza Falcão
Alessandro Marson
Colaboração
João Brandão
Supervisão de Texto
João Emanuel Carneiro
Direção
Amora Mautner
Gustavo Fernandez
André Binder
Roberto Vaz
Direção Geral
Amora Mautner
Núcleo
Ricardo Waddington
Autorização Especial
SATED RJ
Cenografia
Alexandre Gomes
Maurício Rohlfs
Marie Odile
Cenógrafos Assistentes
Ana Aline de Lima
Anne Marie
Antônio Coutinho
Branca Bronstein
Celina Bertin
Danielle Faria
Eduardo Pimentel
Elisa Araújo
Liana Slipoi
Liane Uderman
Mauro Ferreira
Mayene Precioso
Raquel Winter
Renata Romano
Rosa Angélica
Figurino
Labibe Simão
Figurinistas Assistentes
Alessandra Barrios
Julia Brant
Tatiana Menezes
Rafaela Pires
Tainah Carvalho
Eveline Mendes
Equipe de Apoio ao Figurino
Elias Alencar
Rejane Rodrigues
Marcio Avelino
Rildo Teodoro
Ricardo Ferreira
Valmir Gomes
Graciela Gimenez
Sheila Helena
Jurema Coutinho
Luciene Mendes
Regina Marques
Maria Lucia Magalhães
Benedita Henriques
Jurema Garcia
Direção de Fotografia
Jose Daniel Dos Santos
Sergio Marini Silva
Direção de Iluminação
Alexandre Reigada
Equipe de Iluminação
Leonardo Alves Dos Santos Franco
Marco Aurelio da Silva Dos Anjos
Sebastiao Lopes da Silva Filho
Gabriel Coelho de Oliveira
Humberto Vicente Correia
Luiz Carlos Gonzaga de Oliveira
Leonardo Simões Papa
Adelino Veiga dos Santos
Valci de Souza
Eduardo Paixão
Produção de Arte
Angela Melman
Produção de Arte Assistente
Alda Gonçalves
Mariana Ferro
Danielle Oliveira
Andrea Gueriot
Thereza de Médicis
Equipe de Apoio a Arte
Antonio Gonzales
Antonio Joaquim Mendes
Luis Fernando de Oliveira
Carlos Alberto da Silva
Alexandre Mendes
Jorge Anderson
Bianca Amorim
Produção de Elenco
Luciano Rabelo
Instrutor de Dramaturgia
Paloma Riani
Produção Musical
Andre Sperling
Direção Musical
Mariozinho Rocha
Caracterização
Alê de Souza
Gilvete Santos
Equipe de Apoio a Caracterização
Catarina Mohilla
Claudia Cruz
Max Bittencourt
Hector Martinez
Ana Cabral
Cristiane Bastos
Edvânia Correia
Leonardo Almeida
Ancelmo Saffi
Regiane Moreira
Santuzza Pedroni
Jô Lossano
Márcia Nazareth
Edição
Fabricio Ferreira
Andre Leite
Wilson Fragoso
Colorista
Wagner Costa
Sonoplastia
Nelson Zeitoune
Marcelo Arruda
Efeitos Visuais
Gustavo Garnier
Capy Ramazzina
Efeitos Especiais
Federico Farfan
Abertura
Hans Donner
Alexandre Pit Ribeiro
Roberto Stein
Direção De Imagem
Luiz Alberto da Silva
Câmeras
Paulo Jose Corado
Antonio Carlos Laport
Walter do E. Santo
João Gomez
Pedro Paulo B. Moreira
Adriano Lemos Gavinho
Adriano Arruda
Jovani Augusto De Andrade Rios
Selmo Cardoso Oliveira
Celso Lopes Bastos
Equipe de Apoio a Op de Câmera
William Sarzedas
Equipe de Vídeo
Filippe Esteves Bastos
Equipe de Áudio
Jorge Bernardes Marreiros
Sergio Lagoa Neves
Renildo Machado
Ricardo Knupp
Supervisor e Op. Sistema
Murilo Morgado
Marco Lourenço
André Angelo de Almeida
Antonio Fernandes
Produtor de Cenografia
Eduardo Areal
Gerente de Projetos
Marco Tavares
Supervisor de Produção de Cenografia
Andre Mello
Attom Motta
Martinho Sobrinho
Lenilson Scarpine
Equipe de Cenotécnica
Antônio Carlos de Matos Esperança
André Luiz Santos de Moraes
Flávio César Dias
José Aurélio Gonçalves
Pesquisa
Maria Byington
Continuidade
Aurora Chaves
Dalva Assumpção
Elba Kurosawa
Assistentes de Direção
Joana Jabace
Tila Teixeira
Mariana Richard
Pedro Peregrino
Produção de Engenharia
Marcos Araujo
Equipe de Produção
Juliana Mucciolo
Luciana Caldas
Jose Perez
Jailson Matos
Sidne Fernandes
Paula Dias
Marina Velloso
Coordenação de Produção
Andreia Hollanda
Raul Gama
Renata Bonora
Gerência de Produção
Roberto Camara
Direção de Produção
Cesar Lino









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