Tudo sobre a próxima novela da Globo "Ti-ti-ti"

Marquem na agenda: a partir do próximo dia 19, não vai ter outro assunto. A grande rivalidade entre André Spina (Alexandre Borges) e Ariclenes Martins (Murilo Benicio) vai extrapolar as fronteiras da vila do Belenzinho e invadir as passarelas, atraindo todos os flashes do glamoroso mundo fashion. Tudo é motivo para tesouradas, alfinetadas, puxadas de tapete e, é claro, muitas gargalhadas.
A próxima novela das sete, ‘Ti-ti-ti’, tem a assinatura de Maria Adelaide Amaral e direção de núcleo de Jorge Fernando. O enredo é temperado por questões que nunca saem de moda, como romance, intrigas, suspense e muito humor.
A autora mistura núcleos da primeira versão de ‘Ti-ti-ti’, exibida em 1985, com duas tramas de ‘Plumas e Paetês’, de 1980, além de incluir personagens clássicos de outras novelas de Cassiano Gabus Mendes, convidar atores célebres que foram marcantes e recorrentes na obra do autor e incluir na trilha sonora músicas de outros folhetins dele.
Para costurar todas essas histórias e citações, Maria Adelaide abriu mão de alguns personagens, modificou outros e ainda incluiu papéis inéditos, arrematados com muito humor e romance. “Quero fazer uma grande homenagem ao Cassiano, que me trouxe para a televisão, quando me convidou para escrever com ele ‘Meu Bem Meu Mal’(1980), e também a todos os grandes autores do horário das sete, que sempre nos brindaram com suas histórias cheias de graça, leveza e talento”, afirma Maria Adelaide, que nesta obra conta com a colaboração de Vincent Villari, Álvaro Ramos, Letícia Mey, Rodrigo Amaral e Marta Nehring.
‘Ti-ti-ti’ traz em sua essência a ironia, marca registrada de Cassiano. Coube ao diretor de núcleo Jorge Fernando o desafio de levar para a tela essa característica marcante do autor com uma nova leitura de Maria Adelaide Amaral. “O grande barato dessa novela é que não é só um remake. É ‘Ti-ti-ti’ misturado a ‘Plumas & Paetês’, com a assinatura fantástica de Maria Adelaide Amaral. Ela deu uma roupagem completamente nova; é uma obra contemporânea. É a primeira vez que eu estou trabalhando com ela e estou encantado! Cada vez que você lê um capítulo, você quer outro”, contou o diretor de núcleo e geral da trama. Assinam também a direção da novela Marcelo Zambelli, Maria de Médicis e Ary Coslov.
Os atores Alexandre Borges e Murilo Benicio foram os escolhidos para viver respectivamente Jacques Leclair e Victor Valentim, célebre dupla que continua viva no imaginário afetivo das pessoas, mesmo após 25 anos. Alexandre Borges considera seu personagem especial. “O Jacques Leclair é uma personagem dúbio. Ele se veste de maneira espalhafatosa, é muito divertido, sedutor e afetado”, comenta o ator, que não poupa elogios também à equipe de produção e ao diretor. “A equipe é maravilhosa: o Jorge Fernando está dando um gás no tom da comédia. Está sendo bem festivo, um ótimo astral e a gente está tentando trazer essa leveza para a novela”.
Murilo Benicio endossa o coro: “Eu não conhecia a Maria Adelaide, mas está sendo uma grata surpresa. O texto constantemente me leva às gargalhadas. A equipe do Jorginho é maravilhosa. Vai ser um ano delicioso para a gente. Espero que as pessoas riam do mesmo jeito que nos divertimos no estúdio.”
Que Rei Sou Eu? (1989)
Ariclenes Martins (Murilo Benicio) e André Spina (Alexandre Borges) nasceram na mesma vila do bairro do Belenzinho, zona leste de São Paulo, e são inimigos de infância: sempre disputaram brinquedos, amigos e garotas. Ari levou a melhor, quando, já adulto, ganhou muito dinheiro na loteria. Ele se casou com a namorada, Suzana (Malu Mader), com quem teve um único filho, Luti (Humberto Carrão), e, juntos, foram morar no bairro dos Jardins, deixando André louco de raiva.
Mas Ari não soube administrar seu dinheiro e acabou perdendo tudo depois de apostar em negócios mirabolantes. As personalidades e os estilos completamente díspares fizeram o casamento naufragar. Perseverante, Suzana se dedicou aos estudos, conquistou seu espaço no mercado, chegando a liderar a revista Moda Brasil, a principal publicação da editora de Gustavo Sampaio (Leopoldo Pacheco). Enquanto sua carreira ascendia, a fortuna de Ari se esvaía... até chegar ao ponto em que Suzana se viu obrigada a sustentar o ex-marido.
Para não prejudicar os estudos do filho Luti, que decidiu morar com o pai, Suzana paga o aluguel dos dois. Sensato, o rapaz sabia que Ari precisava mais dele do que sua mãe e optou por ajudá-lo a pagar as contas da casa. Para tanto, Luti se divide entre a faculdade de Belas Artes e trabalhos esporádicos como garçom. Atualmente, o único consenso entre o casal é a preocupação com o futuro do filho. Ari não gosta de saber que seu filho trabalha servindo aos outros e Suzana teme que os estudos do filho sejam prejudicados pelos “bicos”.
Ari tem certeza de que nasceu virado para a lua e vive esperando que a sorte lhe sorria pela segunda vez. Trabalhar duro nunca fez parte de seus planos, pois tem a certeza de que um dia uma ideia genial vai trazer sua fortuna de volta. Enquanto isso não acontece, todas suas iniciativas estapafúrdias fracassam.
Em uma delas, ele resolve abrir uma agência de figurantes, porque “todos sonham em se tornar celebridade”. Para isso, ele conta com a ajuda de Chico (Rodrigo Lopez), seu fiel escudeiro, amigo para todas as horas, mas mais duro e atrapalhado que o próprio Ari. O negócio parece promissor e Ari consegue um cliente importante: o diretor Jorge Fernando. O trabalho é simples: selecionar figurantes para atuar como mendigos em um clipe musical produzido pelo diretor. Mas, como sempre, Ari se enrola e, sem tempo hábil, vai parar embaixo de um viaduto, recolhendo todos os moradores de rua do local. A confusão é total, os mendigos avançam na mesa de comida da produção do clipe, não deixando uma migalha para contar a história, e arruínam o set. O diretor fica possesso e Ari não tem outra saída a não ser por fim a mais uma tentativa de enriquecer.
O Mapa da Mina (1993, última novela de Cassiano)
Nessa trapalhada, uma moradora de rua chama a atenção de Ari: uma senhora maltrapilha e maltratada segura uma boneca lindamente vestida. Quando já está em casa, Ari tem a ideia que há tanto tempo esperava. Volta ao viaduto onde a viu pela primeira vez, mas não consegue achá-la, ficando completamente frustrado.
Mas o destino lhe daria mais uma chance. Ari está num vagão de metrô, distraído e decepcionado com mais um trabalho que não deu certo, quando vê um novelo de linha no chão. Seu rosto se ilumina ao perceber que a tal senhora está bem ali, sorridente, na sua frente.
Ari puxa assunto e elogia o vestido que a boneca está usando. A senhora explica que são suas princesas e mostra toda a original coleção de vestidos, deixando-o impressionadíssimo. Ao pegar um boneco imponente, ela o apresenta: este é Victor Valentim, “o mais belo e corajoso príncipe da Espanha”. Pronto! Era o que faltava para que a ideia mais genial se concretizasse na cabeça de Ariclenes.
Ari se oferece para providenciar tecidos para mais vestidos e pede que ela lhe empreste algumas roupinhas. Em troca, promete levá-la para uma casa muito bonita com um quarto só para ela e onde suas princesas ficarão abrigadas do frio, da chuva e do vento. Trata-se, na verdade, de uma casa de repouso, onde a senhora será muito bem tratada. E que proporcionará a ele uma fonte inesgotável de lindos modelos.
Já com os vestidos de boneca nas mãos, Ari pede a Luti, que é craque em desenho, que os transforme em croquis. A princípio, já prevendo mais uma armação do pai, o rapaz se recusa, mas acaba se rendendo à lábia de Ari e o ajuda.
Eis a grande chance que Ariclenes Martins precisava: entrar em grande estilo no território de seu maior inimigo de infância e brigar de igual para igual. André se tornou Jacques Leclair, um estilista de roupas de festa muito bem sucedido. Toda vez que tem notícias do sucesso do rival, o estômago de Ari revira. Agora, ele terá a chance de derrubar seu grande desafeto.
Brega e Chique (1987)
Sob o nome de Jacques Leclair, André Spina (Alexandre Borges) é dono de um ateliê no Tatuapé, especializado em vestidos de noivas, madrinhas e de festa, muito prestigiado pela elite da zona leste - que paga em dia e não pechincha.
Grande parte de seu sucesso não se deve apenas ao seu talento, mas a seu irresistível poder de sedução. Mas ele se utiliza de uma tática infalível para não levantar suspeita nos maridos de suas clientes: se comportar de maneira afetada. Quem teria ciúmes de um estilista gay?
Ele começou a carreira ao lado de Marta (Dira Paes), sua vizinha no Belenzinho, que costurava divinamente. Foi ela quem confeccionou suas primeiras criações e o incentivou a investir em roupas de festa. Toda essa dedicação não valeu de nada, pois André a abandonou quando conheceu Ana Maria, filha de um grande atacadista e que tinha o dinheiro que ele precisava para montar seu primeiro ateliê. Com Ana Maria, ele teve quatro filhos: Pedro (Marco Pigossi), Valquíria (Juliana Paiva) e os gêmeos Maria Beatriz (Clara Tiezzi) e Luis Filipe (Davi Lucas).
André está muito bem de vida e mora num duplex do Jardim Anália Franco com seus filhos e sua tia Júlia (Nicette Bruno), que o criou como filho. Mas sua vida ainda não está completa. André tem o sonho de se transformar em um estilista de elite, ter seu nome transformado em grife, suas coleções desfiladas nas grandes semanas de moda e fotografadas para as revistas de celebridades. É neste contexto que ele conhece Jaqueline (Claudia Raia).
Champagne (1983)
Jaqueline mora em um amplo apartamento no bairro dos Jardins. Elegante e de indiscutível bom gosto, ela vive um casamento falido com Breno (Tato Gabus Mendes). Thaísa (Fernanda Souza), a filha única do casal, em nada se parece com a mãe. Sem personalidade nem gostos próprios, é facilmente influenciada pelos amigos.
Por sugestão de uma amiga de Thaísa, que precisa comprar um vestido para uma festa, Jaqueline chega ao ateliê de Jacques Leclair e, de cara, fica encantada com o jeito sedutor do estilista. Assim como outras clientes, ela não resiste ao charme de Jacques e se torna sua amante.
Mas Jaqueline tem um trunfo que a torna diferente das demais: seu extremo bom gosto. Ela percebe que o problema dos vestidos de Jacques Leclair é o excesso de informação: as roupas são bem cortadas, mas há muito brilho, muito babado, muito tudo. Ela, então, começa a editar suas criações e o resultado é de um chiquê estonteante.
Imediatamente Jacques se dá conta de que precisa de Jacqueline como seu braço direito. Ela passa a ajudar na criação, fazendo pequenas adaptações nos croquis originais e transformando os vestidos em pequenas obras de arte. Além disso, ela é a chave das portas do high-society que Jacques tanto almeja, graças a sua excelente rede de relações sociais. Ela é grande amiga de Stela (Mila Moreira), personal stylist que dá consultoria a empresas e personalidades e que tem uma coluna na importante revista Moda Brasil. Com Jaqueline ao seu lado, o nome de Jacques Leclair finalmente começa a aparecer.
Apaixonada pelo estilista, a socialite resolve se separar de Breno e dá início a uma guerra sem fim pelo patrimônio. Breno contrata o detetive particular Mário Fofoca (Luis Gustavo, em participação especial) para que ele comprove a infidelidade da esposa e lhe dê a possibilidade de, como reza o acordo pré-nupcial assinado pelos dois, expulsá-la de casa só com a roupa do corpo.
Jaqueline sai de casa certa de que seu relacionamento com Jacques Leclair vai terminar no altar, mas o estilista, que não pode abrir mão dela, mas também não está apaixonado, dá a desculpa esfarrapada de que seus filhos não o perdoariam se ele tentasse substituir a falecida mãe deles.
Como Jaqueline vive na esperança de se casar com Jacques quando os filhos se emanciparem, ela não se importa de servir de escada para ele brilhar. E o estilista não faz por menos. Comprometido demais com a própria vaidade, ele seduz as clientes e inclusive sai com várias delas, sempre escondido, claro, da ciumenta Jaqueline.
Jaqueline não é o tipo de pessoa que se entrega ao sofrimento. Diante de um problema, ela toma seu banho, bota sua melhor roupa, calça seu melhor salto, engole um calmante e vai à vida, de cabeça erguida e a dor guardada atrás dos óculos escuros. A atriz Claudia Raia a define como uma doida divertida: “A Jaqueline tem um raciocínio muito próprio, é divertida e ao mesmo tempo complexa. Tem uma energia adolescente, de moleca. É de uma solidão horrorosa, que chega a ser meio patética”, define. Natural, para alguém que foi esquecida pela própria mãe em Woodstock... Essas e outras histórias surreais construíram a personalidade excêntrica de Jaqueline.
Quando contrata Clotilde (Juliana Alves) para trabalhar no ateliê, Jaqueline comete seu maior erro. Clotilde (Juliana Alves) é uma jovem de aparência humilde, mas que tem um objetivo muito claro: planeja conquistar e se casar com Jacques Leclair. Como Clotilde parece tão desajeitada e desengonçada, o estilista mal olha para ela, mas Clotilde vai se transformar na pior rival de Jaqueline.
Ti-Ti-Ti (1985)
Enquanto Jacques começa a ver seus caminhos se abrirem com a ajuda de Jaqueline, Ariclenes (Murilo Benicio) segue com seus planos secretos. Ele leva os desenhos feitos por Luti (Humberto Carrão) para Marta (Dira Paes) e Nicole (Elizângela), costureiras que são vizinhas dele na vila do Belenzinho, contando para elas seu plano de se transformar em um famoso costureiro espanhol.
Marta, que foi abandonada por Jacques Leclair na juventude, não acredita que o plano possa dar certo, mas aceita o risco da tentativa. Eles convocam Desirée (Mayana Neiva), filha única de Nicole, para desfilar o deslumbrante vestido vermelho copiado da boneca em uma festa da revista Moda Brasil, onde haverá uma multidão de fotógrafos e de convidados importantes do mundo fashion.
A escolha de Desirée, uma mulher cheia de curvas, tem um motivo importante: Ari quer que o foco de suas roupas não seja modelos anoréxicas, mas sim a mulher brasileira. Desirée é linda, um escândalo de mulher, mas não tem nenhum interesse em ficar rica nem famosa. Para desgosto de Nicole, sua maior ambição é casar com Armandinho (Alexandre Slavieiro), encanador-eletricista que mora em frente. Eles já têm tudo planejado: vão morar no puxadinho que ele vai fazer no quintal da casa da avó, Dona Mocinha (Maria Célia Camargo), com quem mora.
O único empecilho para Desirée é a prima Stéfany (Sophie Charlotte), falsa como uma nota de R$ 3. Criada por Nicole e Gino (Marco Ricca), irmãos de sua mãe, ela se faz de melhor amiga de Desirée, mas no fundo deseja tudo que pertence à prima, começando pelo seu namorado.
Mesmo contra a vontade de Armandinho, Desirée vai à festa acompanhada de Chico (Rodrigo Lopez), o amigo inseparável de Ari. Chico é um sujeito muito simples, atrapalhado, mas de um ótimo coração. Depois de um banho de loja, ele fica parecendo um galã de cinema! Mas do cinema mudo, claro, pois, ao abrir a boca, denuncia sua origem imediatamente.
Contra todas as expectativas, Desirée e Chico são a grande sensação da festa da Moda Brasil. Assim que eles pisam no tapete vermelho da entrada, todos ficam admirados com a elegância e perguntam a Desirée de que grife é o vestido que ela está usando. Ao responder “Victor Valentim”, dá-se início ao ti-ti-ti pretendido: “quem é Victor Valentim?”, “de onde ele é?”, “você já ouviu falar?”, “ouvi dizer que ele veste a Naomi Campbell”.
Assim começa a se construir a história que será o maior ti-ti-ti da trama: o surgimento de um costureiro espanhol inexistente, que chega ao Brasil para rivalizar com Jacques Leclair.
Meu Bem, Meu Mal (1990)
O que Ari não sabe é que a doce e simpática velhinha que costura os vestidos de bonecas, fonte única e fundamental de seu sucesso, é na verdade Cecília (Regina Braga), a mãe desaparecida de André Spina/Jacques Leclair (Alexandre Borges).
Quando jovem, ela deixou o filho aos cuidados da irmã Júlia (Nicette Bruno) e partiu com o novo namorado. Abandonada e sem coragem de voltar para casa, Cecília deixou que a culpa a consumisse de tal forma que sua sanidade se esfacelou – a ponto de nem lembrar seu verdadeiro nome.
Elas por Elas (1982)
A rivalidade entre Ari e Jacques se acentua quando Luti (Humberto Carrão) e Valquíria (Juliana Paiva) se apaixonam. A relação entre eles é tão conturbada quanto a de seus pais. Ambos estudam na mesma faculdade, mas pouco se falam devido aos seus gênios completamente antagônicos.
Luti namora Gabriela (Carolina Oliveira), filha caçula de Marta (Dira Paes) e sua vizinha na vila do Belenzinho. Menina simples, tímida e de bom coração, Gabriela trabalha na lanchonete da faculdade.
Sempre que vê o casalzinho namorando, Valquíria se incomoda nítida e gratuitamente. Incapaz de assumir a atração que sente por Luti, que a ignora solenemente, ela começa a implicar com ele, até fazer com que ele perca o emprego de garçom. Durante uma discussão, Luti e Valquíria se beijam. Irritados, eles renegam a atração que sentem um pelo outro, mas é impossível. Quem sai perdendo nesta história é Gabriela. Carente e chateada, Gabriela vai se envolver com Pedro (Marco Pigossi), o filho playboy, conquistador e irresponsável de Jacques, que acaba de voltar da Europa. E esse relacionamento vai transformar Gabriela.
Ao descobrir que Gabriela está envolvida com Pedro, Marta fará de tudo para afastá-los, pois não quer sua filha metida com o filho do homem que, no passado, a abandonou. Após ter sido esnobada por Jacques, Marta se casou com um homem modesto e teve três filhos: Amanda (Thaila Ayala), Ângelo (Julio Oliveira) e Gabriela. Amanda, a mais velha, é uma modelo que não consegue ver sua carreira deslanchar, devido principalmente ao seu temperamento difícil, que a fez perder diversos trabalhos.
Bom rapaz, Ângelo trabalha como DJ em festas e eventos de moda e estuda música. Gabriela sempre foi o patinho feio. Por ser a mais frágil, é a protegida da mãe, que fica para morrer ao imaginar como sua filha será tratada na casa daquele “crápula”. Tendo enviuvado muito jovem, Marta sustentou os três filhos costurando para fora e levando uma vida muito modesta.
Te Contei? (1978)
Marcela (Ísis Valverde) é uma jovem muito bonita que vive em Belo Horizonte. Apesar de ter perdido os pais muito cedo e de ter sido criada pela avó com muitas dificuldades, conseguiu concluir o segundo grau e trabalha como assistente em um salão de beleza com seu amigo, o cabeleireiro Julinho (André Arteche).
Ela namora Renato (Guilherme Winter) há poucos meses, mas os dois estão perdidamente apaixonados. Cansado de atrair mulheres interesseiras, ele se apresentou como um trabalhador de classe média baixa e ela, claro, nem ligou. Pelo contrário, incentiva o namorado para que ele prospere na carreira e os dois possam construir uma vida juntos. O que Marcela não faz ideia é que seu namorado na verdade é herdeiro de Giancarlo Villa (Mauro Mendonça), conhecido empresário mineiro.
Quando Renato se assegura de que sua namorada o ama de verdade, resolve contar a verdade sobre sua identidade. No encontro marcado, Marcela aparece com uma notícia inesperada: está grávida. A reação dele não podia ser pior. Renato a acusa de estar dando o golpe do baú.
Marcela fica surpresa e extremamente ofendida com a revelação. Aos prantos, ela diz que nunca mais quer ver a cara de Renato. Arrependido, ele a procura no dia seguinte para dizer que está disposto a registrar a criança depois de fazer um teste de DNA. Marcela fica ainda mais possessa com a suspeita de sua honestidade e, num rompante, diz que o exame de gravidez deu negativo.
Marcela está ferida de morte. Ama Renato, mas está com tanta raiva que jura para si mesma que vai esquecê-lo o mais rápido possível. O rapaz busca apoio em seus pais, Giancarlo e Stela (Mila Moreira), que, apesar de separados, mantêm uma relação de cordialidade e são grandes camaradas. Eles o aconselham a procurá-la, mas Marcela realmente está decidida a se afastar do ex-namorado. Desiludido, Renato embarca para Londres para cursar um MBA, como estava planejado.
Depois da grande decepção, Marcela se consola nos braços de Julinho (André Arteche), seu melhor amigo. Mas ele também está passando por um período difícil. Seu companheiro Osmar (Gustavo Leão) acaba de receber a visita do pai, Gustavo Sampaio (Leopoldo Pacheco), com quem sempre teve uma relação conturbada. Gustavo passa por cima de seu orgulho e implora ao filho que volte para São Paulo, pois sua mãe, Bruna (Giulia Gam), está debilitada por um tratamento contra um câncer e sente muito a falta dele.
Mesmo guardando mágoas por seu pai nunca ter aceitado sua opção sexual, Osmar decide visitar sua mãe. Ao saber que Osmar vai para São Paulo, Marcela vê a chance de construir uma vida nova com seu filho longe de Renato.
No dia da viagem, porém, Julinho tem maus pressentimentos e pede para não irem de carro. E ele estava certo: Osmar e Marcela são vítimas de um grave acidente na estrada e o rapaz não resiste aos ferimentos. A menina consegue ser resgatada com vida e, ao despertar no hospital, vê-se cercada por pessoas que não conhece.
Quando abre os olhos, Gustavo Sampaio está ao seu lado e a conforta dizendo que seu bebê não corre risco de vida. Ele lhe dá a triste notícia do falecimento do filho e explica que Bruna pensa que Marcela era a namorada que Osmar estava trazendo para apresentar a ela. Gustavo suplica a ela que confirme essa versão, pois Bruna nunca desconfiou que Osmar era homossexual. Segundo ele, como ela está muito frágil por causa do tratamento contra o câncer e pela perda do seu caçula, não resistiria a essa revelação. Apenas a esperança do nascimento de um neto a ajudaria a ter forças para continuar lutando contra a doença.
Marcela, a princípio, se nega a entrar na farsa, mas, ao ver Bruna entrando em seu quarto, tão sofrida, acaba cedendo à chantagem emocional de Gustavo, e, para isso, recebe o apoio incondicional de Julinho.
Marcela se muda, então, para a casa de Gustavo, onde recebe todas as atenções e paparicos de Bruna. Quem não simpatiza nada com a moça é Edgar (Caio Castro), que acredita que sua atitude cheira a oportunismo. Mas a antipatia mútua esconde uma forte química. Ele a acha bonita, apesar da certeza de seu péssimo caráter. Ela o acha um homem atraente, apesar de arrogante e grosseiro.
O primeiro a perceber a grande atração entre os dois é Julinho. Despedaçado após a morte de seu companheiro, ele passa a vir a São Paulo com frequência. Além da preocupação com a amiga, é uma forma de conhecer um pouco mais do mundo de Osmar.
O mais inesperado nesta história é que Stela (Mila Moreira), mãe de Renato (Guilherme Winter), é muito amiga do casal Gustavo e Bruna e, por isso, acaba acompanhando de perto a gravidez de Marcela, sem desconfiar que aquele bebê é, na verdade, seu neto.
Marrom Glacê (1979)
Marcela mexe com Edgar de uma maneira diferente. Popular, ele nunca teve problemas com garotas. Está noivo de Camila (Maria Helena Chira), uma menina linda e rica, filha de Rebeca Bianchi (Christiane Torloni). Camila é uma boa menina, mas fútil e consumista. De tão desinteressada de tudo que foge do universo fashion, sua ignorância chega a ser cômica. Edgar não liga, porque não é apaixonado por Camila. O noivado, na verdade, foi ideia de Luísa (Guilhermina Guinle), sua sócia na agência de modelos.
Luísa e Edgar mantêm um caso secreto há anos. A diferença de idade entre os dois nunca atrapalhou a relação. Ela não tem nenhuma pretensão de se casar nem exige fidelidade. A relação começou quando Luísa o descobriu como modelo. Convencido de que seria uma maneira de conquistar sua independência financeira, Edgar aceitou desfilar e fazer campanhas publicitárias. E foi no universo da moda que ele descobriu sua verdadeira vocação: a fotografia.
A relação entre eles sempre foi aberta e ensolarada. E se estreitou quando eles decidiram se tornar sócios da agência de modelos, que é um sucesso. É uma relação de companheirismo e cumplicidade. O que importa a Luísa é que ele continue voltando para ela, porque ela é de fato apaixonada por ele, mesmo sem admitir. No momento em que perceber que Marcela, a menina que acaba de chegar de Minas Gerais, o deixa perturbado de uma maneira diferente, ela vai fazer de tudo para afastá-los.
Locomotivas (1977)
Mãe de Camila, Rebeca Bianchi (Christiane Torloni) nunca precisou trabalhar, pois o marido sempre lhe proporcionou uma vida confortável. Mas uma notícia inesperada racha o seu mundo de cristal: Orlando (Paulo Goulart, em participação especial) morre subitamente vítima de uma parada cardíaca nos braços de uma amante
Rebeca descobre que era traída de forma descarada. Ao saber que seu casamento era uma farsa, ela resolve arregaçar as mangas e mudar completamente de vida. Assume o negócio da família - uma grande montadora de roupas -, mesmo sem ter o menor conhecimento de contabilidade, administração e planejamento. Ela tenta envolver seu filho mais velho, Jorgito (Rafael Cardoso), neste desafio, mas o playboy anda ocupado demais com suas aventuras amorosas e irresponsabilidades pelas baladas paulistanas. Jorgito é namorado de Thaísa (Fernanda Souza), mas tem olhos para muitas outras mulheres.
Rebeca só pode contar mesmo com a ajuda de dois funcionários. Tremendo puxa-saco, Breno (Tato Gabus Mendes) é o diretor financeiro e administrativo e está disposto a confundi-la para que sua chefe continue dependendo dele. Gino (Marco Ricca), o gerente do chão de fábrica, tem medo de que a morte do patrão faça com que a empresa seja vendida e todos os funcionários demitidos. Quando ele percebe que as intenções de Rebeca são boas, não hesita em lhe oferecer ajuda genuína. Eles acabam se aproximando, para revolta de Breno, que quer ver o operário pelas costas.
Ingênuo, Gino vai acabar se apaixonando pela patroa, mas, com vergonha de sua própria audácia, não terá coragem de admitir o sentimento nem para ele mesmo.
Plumas e Paetês (1980)
Em torno da agência Lugar Models, de Edgar e Luísa, e da revista Moda Brasil, gravita o universo colorido, cruel e competitivo da moda, onde o talento, a ambição e a vaidade andam juntos, mas não necessariamente lado a lado.
Suzana (Malu Mader) é a responsável por capitanear a redação da revista, que é referência em moda no país. Culta e dona de um refinamento natural, a editora é uma chefe acessível e agradável no convívio com as pessoas. Mas, para Help (Betty Gofman), ela deveria se impor mais e, por isso, a secretária sempre cria empecilhos aos que tentam falar com Suzana, dizendo que ela está em reunião, ocupadíssima.
Suzana conta com uma equipe muito competente. Entre seus funcionários, está Stela (Mila Moreira), mulher elegante e refinada que, graças a seu excelente círculo de amizades, acabou se tornando uma respeitada personal stylist.
Fazendo dobradinha com a revista, a agência de modelos Lugar Models se destaca no mercado pelo seu profissionalismo. Luísa colocou no negócio toda sua experiência de anos como modelo. Na sua equipe, ela conta com gente como Dorinha (Mônica Martelli), uma espécie de “governanta” da casa onde vivem as modelos novatas, as new faces. Dorinha é ex-modelo e fica responsável por verificar a disciplina das moradoras, reparando no que elas comem, na higiene, ensinando-as a caminhar, se comportar em público e tudo o que diga respeito à vida profissional.
Figurino e caracterização
Em ‘Ti-ti-ti’, o figurino estará, mais do que nunca, em destaque. Além de conceituar os personagens, ele também terá a função de estar no centro da trama, de ser assunto entre os personagens. As roupas serão comentadas, criticadas e elogiadas por eles.
E o desafio de criar um figurino com tanto destaque não poderia estar em melhores mãos. Com 37 anos de trabalho na Rede Globo, Marília Carneiro é responsável por vários sucessos como as meias de lurex que a personagem de Sônia Braga usava em ‘Dancing Days’.
Como ‘Ti-ti-ti’ será a primeira novela gravada e exibida em alta definição, o supervisor de caracterização Sérgio Azevedo precisou redobrar a atenção com o processo de maquiagem. “Estamos usando apenas bases e maquiagem específicas para HDTV”, conta.
Uma das grandes transformações feitas por Serginho foi a de Caio Castro, que interpreta Edgar. Caio precisava de um visual que lhe tirasse o ar adolescente, tão marcante por seu personagem em ‘Malhação’. A primeira decisão foi dar adeus aos cachos. Depois, decidiu deixá-lo com a barba cerrada. Com a ajuda de um figurino mais sóbrio, o ator ganhou um visual mais maduro.
A atriz Ísis Valverde, que viverá a doce Marcela, ganhou implantes para alongar os cabelos, que serão usados bem naturais, sem escova ou preparação mais demorada. Na maquiagem, apenas base, rímel e protetor labial para deixá-la romântica como a personagem pede.
O visual de Jacques Leclair, por outro lado, não poderia ser mais extravagante. O ator deixou o cabelo crescer e assumiu os fios grisalhos, o que o deixou ainda mais charmoso. Seu figurino é excêntrico, com muita cor, babados e acessórios como lenços amarrados no pescoço e anéis. “A Marília Carneiro arrasou! É um figurino muito divertido, que me inspira a criar a personalidade do Jacques de um jeito que combine com tudo isso”, elogia Alexandre.
Já o espanhol Victor Valentim, interpretado pelo ator Murilo Benicio, tem como palavra de ordem a ‘ousadia’. “Ele é mais clean, moderno, mais abusado. A minha referência é o estilista John Galliano”, diverte-se Marília.
Jaqueline (Claudia Raia) é a que tem o estilo mais extravagante. Sua personalidade é bem excêntrica assim como sua história de vida. E isso se reflete em seu figurino, que não é nem um pouquinho óbvio. “Ela só veste o que ela gosta e acredita. Ela coloca um casaco de mink roxo com uma cruz de roqueira, meio heavy metal, com uma bota de brechó, que você olha e pensa: Será que isso vai dar certo? E fica incrível!”, conta Claudia Raia. Como o figurino é cheio de informações, Sérgio Azevedo criou uma maquiagem neutra para Jaqueline, apostando nos tons terrosos.
Luisa, assim como sua intérprete Guilhermina Guinle, é fashionista. Marília Carneiro reservou o militarismo como referência para criar o figurino da dona da agência de modelos. O cabelo também merece atenção. Bem curto, ele foi raspado nas laterais, que são encobertas por uma franja longa. Mas, quando ela prende o cabelo em cima, voilà: o que se vê é um moicano chique e moderno.
Suzana (Malu Mader) tem um estilo descrito por Marília como “aparentemente simples, mas que é super sofisticado”. Uma de suas inspirações é a elegância discreta da editora da revista Vogue, Carine Roitfeld. “Suzana vai vestir azul-marinho com preto, uma combinação que sempre foi tabu na moda. Vamos usar jogo de luz feito com paetês e tecidos como veludo molhado, para dar relevo ao figurino”, explica a figurinista. Os cabelos da atriz também estão mais claros e ganharam luzes californianas.
Para quem é ligado no mundo da moda, vale a pena ficar de olho na consultora de moda Stela, personagem de Mila Moreira. Ela tem muito estilo e elegância, com toques de ousadia. “A Mila já foi top model e é uma das mulheres mais elegantes do Brasil, na minha opinião. Tudo fica bem nela e vou explorar isso”, conta Marília.
O visual das patricinhas de Bervely Hills foi a inspiração usada para criar o figurino de Camila, personagem de Maria Helena Chira. “Ela é a típica Elle Woods. Tudo é bem rosinha, lilás e em cores suaves. Seu esmalte é rosa perolado”, define. A personagem de Christiane Torloni também merece destaque. Ela é chique, clássica, discreta. “A Rebeca é o contraponto de um figurino cheio de detalhes e influências. Ela é a calmaria, tem um toque de Jaqueline Onassis. Elegantérrima e sóbria”, conclui a figurinista.
PRODUÇÃO
A cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, foi escolhida para o pontapé inicial das gravações de ‘Ti-ti-ti’. Sob o comando do diretor de núcleo Jorge Fernando, a equipe gravou por oito dias em pontos turísticos, como o Mirante da Mangabeira, o Parque da Pampulha, a Praça do Papa e a Praça da Liberdade. Os locais ambientaram a trama dos os personagens de Ísis Valverde (Marcela), André Arteche (Julinho), Gustavo Leão (Osmar) e Guilherme Winter (Renato) que, nos primeiros capítulos, vivem na cidade mineira
Em seguida, mais de 40 pessoas, entre figurinistas, cenógrafos, diretores, produtores e técnicos, arrumaram as malas e partiram para São Paulo. Como a novela se passa na cidade paulista, grande parte do elenco precisou encarar a ponte-aérea para essa segunda etapa do trabalho. Gravaram por lá os atores Alexandre Borges (Jacques Leclair), Murilo Benicio (Ariclenes), Malu Mader (Suzana), Claudia Raia (Jaqueline), Caio Castro (Edgar), Guilhermina Guinle (Luisa), Betty Gofman (Help), Luis Gustavo (Mário Fofoca), Tato Gabus Mendes (Breno), Christiane Torloni (Rebeca), Maria Helena Chira (Camila), Fernanda Souza (Thaisa), Rafael Cardoso (Jorgito), Juliana Paiva (Valquíria), Humberto Carrão (Luti), Mila Moreira (Stela), Carolinie Figueiredo (Madu), Carolina Oliveira (Gabriela) e Rodrigo Lopez (Chico).
O bairro dos Jardins, a FAAP, Avenida Paulista, Parque do Ibirapuera, Viaduto do Chá, Estação da Luz e o MASP foram algumas das locações selecionadas para as gravações, que começaram em maio e terminaram em junho. “Ficamos 45 dias gravando em São Paulo cenas dos primeiros 20 capítulos. Depois de quase dois meses fora de casa, finalmente começamos a gravar nos estúdios e nas cidades cenográficas. Foi um trabalho extenuante, mas fundamental. O material está lindo”, explicou Jorge Fernando.
CENOGRAFIA E PRODUÇÃO DE ARTE
O diretor de arte de ‘Ti-ti-ti’, Mario Monteiro, e sua equipe destacam as produções dos desfiles, das festas e dos eventos, que permeiam toda a trama, como o grande diferencial da novela.
Já no primeiro capítulo, a equipe teve que enfrentar o desafio de produzir um desfile do estilista Alexandre Herchcovitch em dias e locais distintos. Dividida em duas etapas, a gravação começou no terraço de uma loja paulista, com o registro do evento pós-desfile, e terminou dois meses depois, em estúdio, na Central Globo de Produção, com as cenas do desfile propriamente dito. Com painéis de LED de 27 metros e cascatas de água emoldurando a passarela, o desfile terá em sua primeira fila, pessoas destacadas do mundo da moda, como jornalistas, editoras, consultoras e fashionistas.
Outro evento que mereceu a atenção da equipe de produção de arte, comandada por Isabela Sá, foi a festa comemorativa dos 25 anos da revista Moda Brasil, que vai movimentar a terceira semana de exibição de ‘Ti-ti-ti’. É este emblemático momento que marca a primeira aparição de um modelito de Victor Valentim (Murilo Benicio). Para a ambientação dos eventos de moda, a equipe buscou inspiração em referências atuais vistas na internet, em ateliês de estilistas famosos e em desfiles nacionais e internacionais.
As cidades cenográficas, que juntas somam 4 mil metros quadrados de área construída, estão divididas em duas frentes. Na primeira, está a fachada da mansão de Bruna (Giulia Gam) e Gustavo (Leopoldo Pacheco), que segue o estilo neoclássico comum em algumas casas de São Paulo. A decoração é contemporânea, em tons de azul. Dentro da mansão, há uma edícula, o local predileto de Osmar (Gustavo Leão), que contrasta com o resto da casa. É um espaço separado, nos fundos, perto da piscina, que reflete a distância que mantinha de seus pais. O local é descolado, de um cara antenado e bem relacionado, que tem amigos designers e artistas plásticos.
Na segunda frente, está a vila do Belenzinho, onde ficam as casas de Marta (Dira Paes), Ariclenes (Murilo Benicio), Nicole (Elizângela) e Armandinho (Alexandre Slavieiro). O local será palco de cenas cômicas protagonizadas pelos personagens do núcleo.
Ao lado desta, há a área mais nobre, com a fachada do ateliê de Jacques Leclair (Alexandre Borges) e de Victor Valentim (Murilo Benicio) e lojas de comércio do bairro dos Jardins. Os estilistas, que são pólos referenciais fortes para a cenografia, têm seus ambientes distinguidos em palheta de cores diferentes para que o telespectador identifique rapidamente de qual personagem aquele cenário faz parte.
A fachada do ateliê de Victor Valentim tem um estilo mourisco, da Espanha. Já o mobiliário segue uma linha contemporânea, mais clean, para contrastar com as paredes recheadas de azulejo, ferro e arcos árabes. Como Jacques Leclair é um homem de gosto duvidoso, e por vezes exagerado, a casa e o ateliê dele apresentam essa característica, com ambientes extravagantes.
Os interiores de alguns apartamentos também merecem destaque. Luisa (Guilhermina Guinle), Suzana (Malu Mader) e Stela (Mila Moreira) são amigas e têm personalidades parecidas: são viajadas, modernas e vivem sozinhas. Apesar disso, a história de vida das três é determinante para marcar as diferenças na decoração. Luisa tem uma casa contemporânea e arrojada, com tons de vermelho e objetos curvilíneos. Suzana, que já foi casada e teve filho, tem uma trabalhada em madeira, com tons neutros e terrosos. Já Stela mora por opção em um loft, que reflete seu estilo.
No ambiente de Rebeca (Christiane Torloni), chama a atenção as colunas altas de sua cobertura com vista para a cidade. Um ambiente chique, que mistura o clássico com o moderno e despojado.
TRILHA SONORA
O tema de abertura da novela será mantido, porém “Ti-ti-ti (Galinhagem)” ganha uma versão mais lenta e cadenciada na voz de Rita Lee, autora da composição.
Uma das maiores curiosidades da trilha sonora da trama é que vários nomes da música brasileira interpretarão temas internacionais. Entre eles estão Caetano Veloso, Alcione, Pery Ribeiro, Alessandra Maestrini (a atriz-cantora) e Pato Fú.
Além de Rita Lee, na trilha sonora estão Biquini Cavadão (“Agora é Moda”), Maria Bethânia (“O que eu não conheço”), Titãs (“Go Back”), Maria Gadu (“Rapte-me Camaleoa”), Zélia Duncan (“Decadance Avec Elegance”) e Ivete Sangalo e Marcelo Camelo em um dueto para a música “Teus Olhos”, Diana Krall (“Cry me a River”), Alejandro Sanz (“Desde Cuando”) e John Mayer (“Heartbreak Warfare”).
Entrevista com a autora Maria Adelaide Amaral
Nascida em Portugal e radicada no Brasil, Maria Adelaide tem no currículo peças teatrais, novelas e minisséries memoráveis. Ela nasceu na cidade de Porto, em 1945, e aos 12 anos veio com sua família para o Brasil, para a cidade de São Paulo, onde cursou Jornalismo na Fundação Cásper Líbero. Por dezesseis anos trabalhou na Editora Abril, até que começou a escrever suas primeiras peças. Começou na televisão em 1990, convidada por Cassiano Gabus Mendes para co-escrever a novela ‘Meu Bem, Meu Mal’ Seu primeiro trabalho como autora titular foi um remake da obra de Cassiano, ‘Anjo Mau’, em 1997. Entre outros trabalhos, foi responsável pelas minisséries ‘A Muralha’, ‘Os Maias’, ‘A Casa das Sete Mulheres’, ‘Um Só Coração’, ‘JK’, ‘Queridos Amigos’ e ‘Dalva & Herivelto’. Agora, a autora volta às novelas novela e faz uma homenagem ao autor que a trouxe para a TV e a inspirou.
Por que fazer essa homenagem a Cassiano Gabus Mendes? A escolha de ‘Ti-ti-ti’ teve algum motivo especial?
Maria Adelaide Amaral: O Cassiano Gabus Mendes foi quem efetivamente me levou para a televisão em 1990 para escrever com ele ‘Meu Bem Meu Mal’. E também porque eu me lembrava que ‘Ti-ti-ti’ tinha sido uma novela muito divertida.
Na televisão, grande parte de seu trabalho tem sido dedicado às minisséries. Por que voltar a escrever uma novela e, ainda por cima, uma comédia?
Maria Adelaide Amaral: Realmente, desde 2000, só fiz minisséries. Mas há anos a Globo vem insistindo para que eu faça novela. Há cerca de quatro anos, eu disse ao Mário Lúcio Vaz, então diretor artístico, que gostaria de fazer o remake de ‘Ti-ti-ti’ junto com o de ‘Plumas e Paetês’, porque ambas abordavam o universo da moda. Mas o tempo foi passando e continuei escrevendo minisséries de 50 capítulos. Quando a Globo começou a dar preferência a formatos menores, percebi que tinha chegado a hora de voltar às telenovelas, que, na verdade, foi onde comecei. Primeiro, ajudando o Cassiano. Depois, o Silvio de Abreu (em ‘Deus nos Acuda’ e ‘A Próxima Vítima’). Quando assinei sozinha a minha primeira novela, o Boni sugeriu que fosse um remake do Cassiano: ‘Anjo Mau’ (1997/98).
Em que os personagens principais, Victor Valentim e Jacques Leclair, têm de semelhanças e de diferenças em relação à primeira versão?
Maria Adelaide Amaral: Quando o Cassiano Gabus Mendes escreveu ‘Ti-ti-ti’, a moda em São Paulo gravitava em torno de dois costureiros: Denner e Clodovil. Mas o universo da moda mudou tanto, que nem se usa mais a palavra costureiro e sim, estilista. No original, Leclair e Valentim tinham seus ateliês nos Jardins e atendiam a alta sociedade. Agora, o ateliê de Jacques Leclair fica no Jardim Anália Franco e ele cria, preferencialmente, vestidos de festa, madrinhas e noivas. Seu sonho, porém, é fazer também pret a porter, ter uma loja na Oscar Freire e chegar à São Paulo Fashion Week. No original, Jacques Leclair é um nome consolidado. Agora, é um estilista de gosto duvidoso, que vai se beneficiar do talento de Jaqueline (Claudia Raia) para fazer seu up-grade. Ou seja, seus modelos tinham um bom corte, mas informações demais. Retirados os excessos, seus modelos ganham em bom gosto e revelam sua essencialidade. Nesse momento, seu estilo é um mix de Calvin Klein e Armani. Victor Valentim, seu inimigo de infância, que aspira à fama e ao sucesso financeiro do antigo desafeto, também vai atender o mesmo segmento de vestidos de festa. Como no original, ele vai se inspirar nos vestidos de boneca feitos por uma senhora que, na verdade, é a mãe de Jacques Leclair, desaparecida há muitos anos e totalmente desmemoriada. No original, ele encontra essa senhora num asilo. Na nossa novela, ela é uma moradora de rua. São muitas as diferenças. Só citei as que me parecem mais importantes.
Qual foi a sua principal preocupação ao reescrever uma história com mais de 20 anos?
Maria Adelaide Amaral: Foi atualizar a trama. Para isso, conversei com a Costanza Pascolato, a Glorinha Kalil e a Maria Prata, que me deram dicas preciosas. A moda brasileira se industrializou e se democratizou de tal forma desde o início dos anos 90, que Leclair e Valentim não teriam mais lugar nesse mundo. A não ser no mercado de moda festa e moda noiva, que é um segmento que não conhece crise.
Você escreveu a peça “Mademoseille Chanel” para o teatro e agora ‘Ti-ti-ti’ também gravita em torno do mundo da moda. É um assunto que lhe interessa?
Maria Adelaide Amaral: Acho que foi a partir de Chanel que comecei realmente a me interessar pelo mundo da moda. A intenção de escrever uma novela sobre o tema me levou, em 1996, a assistir, no backstage, a um desfile de Ocimar Versolato em Paris. Também gostava de assistir ao GNT Fashion com a Betty Lago e depois com a Lilian Pacce. E ao longo dos anos aprendi que moda não é só roupa nem frivolidade. É uma indústria que emprega milhares e movimenta milhões.
Que outros elementos da obra de Cassiano Gabus Mendes você pretende trazer para a novela?
Maria Adelaide Amaral: Resgatei duas tramas de ‘Plumas & Paetês’, porém profundamente modificadas: a de Rebeca (Christiane Torloni) e Marcela (Ísis Valverde) – que é a trama romântica da novela. Além disso, faço algumas citações a personagens de outras novelas. O Mário Fofoca (Luis Gustavo), detetive desastrado de ‘Elas por Elas’, fará algumas participações ao longo da história. Kiki Blanche (Maria Zilda Bethlem), de ‘Locomotivas’, aparece como cliente de Jacques Leclair. E assim por diante.
É a primeira vez que você trabalha com o diretor Jorge Fernando. Como está sendo a experiência?
Maria Adelaide Amaral: Maravilhosa. O Jorginho é um perfeito diretor de comédia, tem a experiência e a medida (ou desmedida) do horário das sete.
Você participa da escolha do elenco? Como acha que Murilo Benício e Alexandre Borges se sairão como os dois estilistas rivais?
Maria Adelaide Amaral: Participo sim, mas prefiro fazer isso juntamente com o diretor, já que é ele que vai ter que trabalhar com os atores. Adoro tanto o Murilo como o Alexandre e, pelo que já vi gravado, eles estão impagáveis como Valentim e Jacques Leclair.
Tem algum novo personagem que você acredita que vai chamar atenção do público?
Maria Adelaide Amaral: Vários. Mas vou destacar os gêmeos Mabi (Clara Tiezzi) e Lipe (Davi Lucas), os filhos adolescentes de Jacques Leclair, e Dorinha Bacelar (Monica Martelli), uma ex-modelo que vai ser a instrutora das new-faces.
Quem são seus colaboradores e de que forma vocês trabalham?
Maria Adelaide Amaral: Vincent Villari, que trabalhou comigo em ‘Anjo Mau’, ‘A Muralha’, ‘Os Maias’ e ‘A Casa das Sete Mulheres’. Leticia Mey e Rodrigo Amaral, que estão comigo desde ‘JK’. Álvaro Ramos, com quem trabalhei na época do seriado ‘Mulher’. A mais recente aquisição é a documentarista e roteirista Marta Nehring, que está trabalhando comigo num roteiro de longa-metragem sobre a orquestra sinfônica de Heliópolis. Tem ainda o Juliano Righetto, que é um excelente pesquisador e possui um conhecimento específico da área, porque já foi modelo. O Vincent escaleta, eu distribuo as cenas entre os membros da equipe, escrevo as mais complexas e faço a edição final do capítulo.
ENTREVISTA COM O DIRETOR JORGE FERNANDO
Mestre do humor. O nome do diretor de núcleo Jorge Fernando é associado imediatamente ao gênero. Carioca de nascença, ele iniciou sua carreira aos 17 anos. No final dos anos 70, depois de passar um ano em Paris, começou sua carreira na Rede Globo como ator do seriado ‘Ciranda Cirandinha’. Ainda atuou em algumas novelas, mas sua carreira ficaria marcada pela direção. Em 1980, dirigiu a novela ‘Coração Alado’, ao lado de Roberto Talma e Paulo Ubiratan. Sua consagração veio em ‘Guerra dos Sexos’ (83), quando foi escolhido melhor diretor do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), prêmio que voltaria a receber por ‘Vereda Tropical’ (84). Criativo e talentoso, ele tem em seu currículo, além das novelas, musicais, seriados, humorísticos, infantis e programas de auditório. Jorge Fernando também fez carreira no teatro e no cinema. Em quase todos os seus trabalhos, ele se reveza como diretor e ator, marca que mantém até hoje. ‘Ti-ti-ti’ é a sua 25ª novela e a expectativa é de que seja mais um grande sucesso de audiência, como tantos que acumula. E no gênero que ele mais domina: o humor.
O que mudou no jeito de fazer comédia nesses 25 anos, desde que a primeira versão foi exibida?
Jorge Fernando: Estou na minha 32ª novela e é impossível não conhecer o público, não saber que ele mudou. O que era mistério e magia, o público já descobriu. Os capítulos passaram a ter roteiros cinematográficos. Todo dia tem explosão ou acidente ou gerais maravilhosas. O humor também mudou muito. A comédia pastelão não é do que o público ri. Ele ficou mais inteligente. Para você arrancar uma gargalhada, você tem que surpreender. A novela mistura todos os gêneros em 45 minutos: comédia, drama, romance. Para você não errar, você tem que fazer de verdade cada gênero. Se você erra no tom de um ator, vai comprometer os outros gêneros.
Você foi buscar referência na direção da primeira versão ou está criando tudo do zero?
Jorge Fernando: Cada diretor tem sua maneira de trabalhar, seu estilo. Nesta versão, estamos partindo para uma edição dinâmica, uma viagem ao mundo fashion. Vamos usar as referências do mundo da moda e da costura. O visual de São Paulo terá textura em tecido e abrirá como cortina. Uma tesoura vai recortar os atores, picotar a cena. Todo tipo de aviamento vai passear pela tela. Será uma edição bem irreverente.
Vindo de um grande sucesso de audiência no horário das sete com ‘Caras e Bocas’, a responsabilidade de repeti-lo é maior?
Jorge Fernando: Claro que é uma responsabilidade maior, porque a expectativa em torno dos resultados aumenta. Mas é uma responsabilidade boa, né? Todo mundo gosta de ver seu trabalho dando certo, sendo reconhecido. O importante é ter em mente que o sucesso de audiência é uma consequência de um trabalho bem feito. E conseguimos montar um time muito redondo: a qualidade do texto da Maria Adelaide, um elenco escolhido com muito cuidado, com atores com os quais eu adoro trabalhar, e as minhas equipes de produção e direção tão competentes. Está tudo a nosso favor.
Como é a sua rotina de trabalho? Você gosta de estar à frente das gravações ou se dedica mais à edição final da novela?
Jorge Fernando: Gosto de participar de todas as etapas. Viajo com a equipe para as primeiras externas, dedico as minhas manhãs à edição da novela e, às tardes, eu assumo a direção do estúdio.
Você gosta de atuar nos trabalhos que dirige. Em ‘Ti-ti-ti’, teremos alguma participação especial sua?
Jorge Fernando: Em quase todos os meus trabalhos, mesmo assinando a direção de núcleo e geral, eu gosto de fazer uma participação como ator. Mesmo sem querer, acabou se tornando uma marca. Dessa vez não será diferente. Em ‘Ti-ti-ti’, nas duas primeiras semanas, eu faço um diretor de um clipe musical para o qual o Ariclenes, personagem de Murilo Benicio, é contratado para arrumar uns figurantes. Picareta do jeito que ele é, arruma uma grande confusão, estraga todo o set e deixa o diretor aqui arruinado. Foi muito engraçado!
PERFIL DOS PERSONAGENS
Ariclenes Martins / Victor Valentin (Murilo Benicio) – Também conhecido como Ari, é um rapaz de origem humilde, que cresceu numa vila do Belenzinho. Deu a sorte de ficar rico com a loteria quando jovem, mas investiu em negócios errados e perdeu tudo. Até tenta procurar emprego, mas sua intolerância ao recebimento de ordens é mais forte do que sua vontade. O que realmente o move, além da ambição, é a inveja que sente de André (Alexandre Borges). Quando conhece Cecília (Regina Braga), Ari se transforma no estilista espanhol Victor Valentim, com as roupinhas de boneca feitas por ela. Sua lábia e simpatia o tornam uma pessoa querida por (quase) todos que o conhecem. Foi casado com Suzana (Malu Mader) por quem continua apaixonado e com quem teve seu único filho, Luti (Humberto Carrão).
Suzana Martins (Malu Mader) – Ex-mulher de Ari (Murilo Benicio), mãe de Luti (Humberto Carrão). É a editora-chefe da revista Moda Brasil, a principal publicação da editora GS. Mulher bonita, culta, é dona de um refinamento natural, apesar da origem modesta. É a melhor amiga de Luisa (Guilhermina Guinle). Quando Ari se torna Victor Valentim, ela é obrigada a dar destaque para ele na revista de moda, embora morra de medo que o ex-marido se meta em alguma enrascada.
Luis Otávio Martins (Humberto Carrão) – Mais conhecido como Luti, filho único de Ari (Murilo Benicio) e Suzana (Malu Mader). Mora com o pai e os papéis se invertem: é como se Luti fosse o pai e Ari o filho. Estuda Belas Artes, é um garoto inteligente e trabalha como garçom à noite para pagar as despesas da faculdade. Namora Gabriela (Carolina Oliveira), mas vai se apaixonar por Valquíria (Juliana Paiva), garota metida da faculdade. Complicação extra: ela é filha de André (Alexandre Borges), o arquiinimigo de seu pai.
André Spina / Jacques Leclair (Alexandre Borges) – O “inimigo de infância” de Ari (Murilo Benicio). Cresceram juntos na vila do Belenzinho e disputavam tudo. Foi criado pela tia Júlia (Nicette Bruno), depois de ter sido abandonado pela mãe. Cativa as mulheres com seu papo sedutor e as dispensa, sem jamais se envolver com nenhuma delas. André sempre sonhou em ser famoso – e, ao decidir ser costureiro, aproveitou-se do talento de Marta (Dira Paes), que costurava as roupas que ele vendia. Abandonou-a para se casar com a filha de um dono de supermercado, que bancou a abertura de um ateliê no Tatuapé. Está bem de vida e mora confortavelmente em uma cobertura no Jardim Anália Franco com a tia Júlia e os quatro filhos Pedro (Marco Pigossi), Valquíria (Juliana Paiva), Mabi (Clara Tiezzi) e Lipe (Davi Lucas). André não conseguiu atingir o sucesso que esperava por um motivo simples: suas roupas são cafonas, cheias de babados e detalhes inúteis. Sua vida vai mudar quando cruza com Jaqueline (Cláudia Raia) e Clotilde (Juliana Alves). A primeira tornará famosa a grife Jacques Leclair. A segunda conseguirá conquistar seu coração.
Júlia Spina (Nicette Bruno) – Tia de André (Alexandre Borges), que o criou como mãe. Mulher boa e carinhosa. Seu sonho é reencontrar a irmã, que foi embora e nunca mais deu notícias.
Cecília Spina (Regina Braga) – Mãe de André (Alexandre Borges). Foi mãe solteira e sequer tinha certeza sobre a paternidade de seu filho. Deixou o filho com sua irmã Júlia (Nicette Bruno) e sumiu com um novo namorado que também a abandonou. Nunca voltou para casa por culpa de ter abandonado o filho. Tantas culpas maceraram sua sanidade e Cecília é encontrada por Ari (Murilo Benicio) morando na rua. Sua sensibilidade e sua delicadeza emergem na forma de roupinhas que faz para as suas bonecas.
Valquíria Spina (Juliana Paiva) – Filha de André (Alexandre Borges). Bonita e sangue quente, tem aquela arrogância própria dos adolescentes acostumados a ter tudo à mão. Morre de vergonha da cafonice do pai. Está fazendo curso de moda e tem talento para isso, ainda que André não se conforme com seu estilo ousado e transgressor. Vai se encantar com Luti (Humberto Carrão), que tem um jeito oposto ao seu.
Pedro Luis Spina (Marcos Pigossi) – Filho mais velho de André (Alexandre Borges). Playboy, irresponsável, mulherengo e egoísta. Mora na Europa, para onde seu pai o mandou para estudar, mas apenas torrou o dinheiro dele.
Maria Beatriz Spina (Clara Tiezzi) – Mais conhecida como Mabi, é gêmea de Lipe (Davi Lucas) e em tudo o oposto do irmão. Extremamente inteligente e muito antenada em tecnologia, cria um polêmico blog onde critica, com categoria, tudo e todos do mundo da moda (com o pseudônimo da 'terrível crítica de moda' Beatrice M.). Apesar de sua identidade secreta, suas opiniões tornam-se muito respeitadas pelos profissionais da moda.
Luis Felipe Spina (Davi Lucas) – Mais conhecido como Lipe, é gêmeo de Mabi (Clara Tiezzi) e tão inteligente e precoce quanto ela, embora seja seu oposto. Vive trancado no quarto ouvindo música clássica. Não se conforma com a vulgaridade do mundo. Está sempre tentando ‘trazer luz’ ao pai e aos três irmãos, embora ninguém o leve a sério.
Marta Moura (Dira Paes) – Muito bonita, namorou André (Alexandre Borges) certa de que se casariam. Quando ele teve a idéia de se tornar um estilista, foi ela quem costurou suas primeiras roupas, revelando-se uma costureira talentosa e refinada. Até o dia em que ele a abandonou para casar com uma jovem rica. Sua decepção foi imensa. Viúva de um homem bem mais velho, tem três filhos: Amanda (Thaila Ayala), Ângelo (Julio Oliveira) e Gabriela (Carolina Oliveira). Carrega um segredo a vida inteira. Mora até hoje na mesma vila e sustenta a casa costurando para as vizinhas.
Gabriela Moura (Carolina Oliveira) – Filha caçula de Marta (Dirá Paes). Menina doce, tímida e sonhadora. Namora Luti (Humberto Carrão) e, quando o perde para Valquíria (Juliana Paiva), acredita que a culpa foi sua. Sempre se sentiu inferior em relação a seus irmãos.
Ângelo Moura (Julio Oliveira) – Filho do meio de Marta (Dira Paes). Um bom rapaz, carinhoso, popular e bonito. Trabalha durante o dia e estuda música à noite. Trabalhando no backstage dos desfiles de moda, acaba se tornando DJ.
Amanda Moura (Thaila Ayala) – Filha mais velha de Marta (Dira Paes). Começou cedo a carreira de modelo, mas não atingiu o sucesso. Seu temperamento difícil já a fez perder diversos trabalhos. Para se manter no mundo das subcelebridades, é capaz de mais coisas que a rigidez moral da mãe pode imaginar.
Marcela de Andrade (Ísis Valverde) – Jovem bonita e carismática. Mora sozinha em Belo Horizonte, após a morte da avó que a criou. É romântica e ao mesmo tempo pé no chão. O que a move é a necessidade de ser feliz. É apaixonada por Renato (Guilherme Winter), mas ficará muito decepcionada ao saber que ele mentiu para ela. Grávida, vai para São Paulo, onde se hospeda na casa de Gustavo Sampaio (Leopoldo Pacheco).
Renato Villa (Guilherme Winter) – Filho de Giancarlo Villa (Mauro Mendonça) e Stela (Mila Moreira). Apesar de seu aspecto de playboy, é um rapaz sensível. Cresceu ofuscado pela estrela do pai, a quem tenta agradar estudando Administração, apesar de sonhar em ser desenhista de histórias em quadrinhos, coisa que sempre fez muito bem. Ama Marcela (Ísis Valverde) e, ao esconder dela sua real origem, procura apenas se preservar de novas desilusões amorosas, pois sempre atraiu oportunistas em busca de um golpe do baú.
Giancarlo Villa (Mauro Mendonça) – Pai de Renato (Guilherme Winter) e ex-marido de Stela (Mila Moreira). Começou de baixo e se tornou o dono de um grupo empresarial. É ao mesmo tempo prático e racional, voluntarioso e passional, mas fundamentalmente capaz de grandes afetos. Tradicional, gosta da família reunida, o que o leva a inclusive manter contato constante com Stela.
Stela Villa (Mila Moreira) – Ex-mulher de Giancarlo (Mauro Mendonça) e mãe de Renato (Guilherme Winter). O casamento acabou sem traumas e atualmente ela e seu ex-marido são grandes camaradas. Mulher elegante, refinada, bom caráter. Stela se mudou para São Paulo após a separação e, graças a seu excelente círculo de amizades, acabou se tornando uma respeitada personal stylist. Além do trabalho como consultora de moda, tem uma coluna na revista editada por Suzana (Malu Mader). Muito amiga de Gustavo (Leopoldo Pacheco) e Bruna (Giulia Gam), acaba acompanhando de perto a gravidez de Marcela (Ísis Valverde) sem desconfiar que aquele bebê é seu neto.
Julinho Santana (André Arteche) – Melhor amigo de Marcela (Ísis Valverde), trabalha como cabeleireiro em Belo Horizonte. Rapaz leal, gentil e discreto. Mora com Osmar (Gustavo Leão) e os dois formam um casal muito unido e cúmplice.
Osmar Sampaio (Gustavo Leão) – Filho de Gustavo (Leopoldo Pacheco) e Bruna (Giulia Gam), saiu de casa por não conseguir assumir para a mãe sua opção sexual. Mora em Belo Horizonte com Julinho (André Arteche), por quem é muito apaixonado.
Gustavo Sampaio (Leopoldo Pacheco) – Marido de Bruna (Giulia Gam), pai de Edgar (Caio Castro) e Osmar (Gustavo Leão). Dono da editora GS, que publica a revista Moda Brasil, é devotado aos negócios e à família. Seu traço dominante é o inequívoco amor por sua esposa. E é em nome disso que pede a Marcela (Ísis Valverde) para mentir sobre a paternidade de seu bebê, pois sabe que, após a morte de Osmar, apenas a certeza de um neto motivaria Bruna a lutar pela vida.
Bruna Soares Sampaio (Giulia Gam) – Esposa de Gustavo (Leopoldo Pacheco), mãe de Edgar (Caio Castro) e Osmar (Gustavo Leão). Mulher de olhar bondoso e coração amplo. Educada dentro de uma rígida família cristã, é uma mulher que entende o mundo e as relações humanas ainda de acordo com os princípios religiosos. Em tratamento contra um câncer, Bruna se ressente da ausência de seu filho caçula.
Edgar Sampaio (Caio Castro) – Filho mais velho de Gustavo (Leopoldo Pacheco) e Bruna (Giulia Gam), irmão de Osmar (Gustavo Leão). Rapaz bonito, carismático e popular. Seguro de si, sempre foi um vencedor. É noivo de Camila (Maria Helena Chira) e mantém um caso com a sócia Luisa (Guilhermina Guinle), mas não é apaixonado por nenhuma das duas. Ao conhecer Marcela (Ísis Valverde), vai perceber que sua relação com a vida pode ser mais intensa, apaixonada e responsável.
Luisa Salgado (Guilhermina Guinle) – Sócia de Edgar (Caio Castro) na agência de modelos. Mulher bonita e inteligente, faz pose de mulher segura e independente, mas morre de medo da rejeição e de envelhecer. Embora tenha um caso há anos com Edgar, não faz planos de casar nem sequer deseja exclusividade. Luisa é incapaz de abrir mão dele não apenas por amá-lo, mas porque ter um homem jovem por perto é uma espécie de certificado de garantia para a sua aparente jovialidade.
Camila Bianchi (Maria Helena Chira) – Menina linda, simpática, fashion victim total. Filha de Orlando (Paulo Goulart) e Rebeca (Christiane Torloni), sempre levou uma vida de princesa. Sua cultura geral se resume a fatos e itens da moda. Porém é uma patricinha do bem e trata a todos com igualdade. Está noiva de Edgar (Caio Castro), mas o que a excita não é a idéia da construção de uma vida a dois e sim a cerimônia, a festa, o vestido.
Rebeca Bianchi (Christiane Torloni) – Mãe de Camila (Maria Helena Chira) e Jorgito (Rafael Cardoso). Fica viúva de Orlando (Paulo Goulart) assim que a novela começa. Nunca precisou trabalhar. Quando o marido morre, Rebeca decide arregaçar as mangas e dedicar sua vida ao trabalho. Assume então o comando de confecção, sem ter o menor conhecimento de contabilidade, administração e planejamento. Na tarefa, conta com a ajuda de dois dedicados funcionários: Breno (Tato Gabus Mendes), o diretor financeiro e administrativo, e Gino (Marco Ricca), o gerente de fábrica. Enquanto Breno está disposto a confundi-la para que ela continue dependendo dele, Gino lhe oferece ajuda genuína. Mas ela é intuitiva e inteligente e não se deixa enganar facilmente.
Orlando Bianchi (Paulo Goulart) – Empresário, mulherengo, marido de Rebeca (Christiane Torloni). Morre no primeiro capítulo, de ataque cardíaco ao lado de uma garota de programa. Participação especial.
Higino Oliveira (Marco Ricca) – Mais conhecido como Gino. Humilde, veio para São Paulo com sua irmã Nicole (Elizângela) em busca de melhores condições de vida. É reservado, revelando-se um cavalheiro à moda antiga. Começou nas confecções como faxineiro e subiu de posto, até tornar-se gerente de fábrica. Gino é o homem que melhor conhece o funcionamento da empresa. Com a morte de Orlando (Paulo Goulart), Gino se torna braço direito de Rebeca (Christiane Torloni) e, com isso, sofrerá com a inveja de Breno (Tato Gabus Mendes). Fica perdidamente apaixonado por Rebeca, mas não se atreve a se declarar, com medo de perder sua confiança.
Breno Rodrigues (Tato Gabus Mendes) – Diretor administrativo-financeiro da fábrica de Rebeca (Christiane Torloni). Apesar de charmoso e agradável no convívio social, é uma pessoa avarenta e mesquinha. Não suporta mais a esposa Jaqueline (Claudia Raia), mas não se separa dela por não querer repartir os bens. Chora miséria, mas ganhou muito dinheiro. É o único a possuir todos os balanços contábeis da firma, e, após a morte do patrão, é ele quem pretende se apossar do caixa-dois. Gino (Marco Ricca) é o seu maior inimigo, pois é ele quem adverte Rebeca sobre o que vai de errado nas contas da empresa.
Jaqueline Maldonado (Claudia Raia) – Uma perua intensa, trágica e cômica. Dona de um estilo extravagante, embora jamais inadequado. Tem uma filha, Thaísa (Fernanda Souza), do casamento com Breno (Tato Gabus Mendes), um marido desatento e sovina com quem já não se relaciona há muito tempo. Dona de um humor instável, encara a vida sempre sob o prisma de um fino deboche. Ao conhecer Jacques Leclair (Alexandre Borges), se apaixona por ele, se separa do marido e o ajuda a transformar sua marca em grife. Exige que André se case com ela, mas ele vive fugindo do compromisso.
Thaísa Maldonado Rodrigues (Fernanda Souza) – Filha única de Breno (Tato Gabus Mendes) e Jaqueline (Claudia Raia). Jovem influenciável, sem opinião própria, não tem um décimo da personalidade da mãe. Não tem estilo ou gosto próprio: só ouve, veste e frequenta o que estiver na moda. Quando os pais se separam, não é difícil para Breno fazer a cabeça da filha contra Jaqueline. É namorada de Jorgito (Rafael Cardoso), o filho playboy de Rebeca (Christiane Torloni).
Jorgito Bianchi (Rafael Cardoso) – Filho de Orlando (Paulo Goulart) e Rebeca (Christiane Torloni), irmão de Camila (Maria Helena Chira). Um playboy muito conhecido por quem lê colunas sociais, sempre frequentando as melhores festas e rodeado das mais belas mulheres. Não entende rigorosamente nada dos negócios da família. Namora Thaísa (Fernanda Souza), mas, como a oferta das mulheres sempre foi intensa, não tem o menor respeito pelo gênero feminino. Vai se encantar verdadeiramente por Desirée (Mayana Neiva).
Clotilde Matoso (Juliana Alves) – Mulher dotada de uma beleza indecifrável ao primeiro olhar. Jaqueline (Claudia Raia) se compadece com o aspecto simples da jovem e lhe consegue um emprego de secretária no ateliê de Jacques Leclair (Alexandre Borges). Nos primeiros dias, Jacques mal percebe a existência daquela moça discreta. Aos poucos, ele nota sua existência – assim como também aos poucos o público se dá conta do que ela realmente pretende. Clotilde se faz de moça de firme caráter, sem ceder a suas investidas. Jacques é capturado pelo eficientíssimo jogo dela e se apaixona como nunca antes. Trata-se, na verdade, de uma grande estrategista: prática, focada, objetiva, dona de um impecável sangue frio.
Nicole Oliveira (Elizângela) – Divide com Marta (Dira Paes) uma pequena oficina de costura na vila do Belenzinho. Divertida, desbocada, fascinada pelo mundo dos famosos. Sabe tudo sobre a vida das celebridades. Mudou seu nome para Nicole em homenagem a Nicole Kidman, sua musa. Se alguém quiser estragar o seu dia, é só chamá-la pelo nome verdadeiro, Daguijane Oliveira. Vive na vila com o irmão Gino (Marco Ricca). Tem uma filha, fruto de um caso passageiro: Desirée (Mayana Neiva), para quem faz grandes planos, mas com quem vive às turras, pois não se conforma que ela queira tão pouco da vida.
Desirée Oliveira (Mayana Neiva) – Filha de Nicole (Elizângela). Alta, bonita, simples. Seu sonho é casar com o namorado de infância, Armandinho (Alexandre Slavieiro), que está providenciando um puxadinho na casa da avó. É o símbolo da mulher brasileira. Ari (Murilo Benicio) encontra nela a modelo ideal para vestir a primeira roupa de Victor Valentim. Com o sucesso que fez, acaba se tornando, a contragosto, uma modelo profissional. Isso acaba afastando-a de Armandinho, que não se conforma e não entende a vida nova da noiva.
Armandinho Maragoli (Alexandre Slavieiro) – Rapaz boa-praça, trabalha como encanador-eletricista. Mora na vila do Belenzinho e é noivo de Deisrée (Mayana Neiva), com quem pretende se casar. Apesar de estourados e ciumentos, os dois sempre se entendem e formam um casal feliz. Quando a namorada começa a fazer sucesso, porém, ele não segura o tranco e bota-a contra a parede: ou a carreira ou ele.
Dona Mocinha Maragoli (Maria Célia Camargo) – Avó de Armandinho (Alexandre Slavieiro). Criou o neto e é contra o casamento dele com Desirée (Mayana Moura). Mal humorada, avarenta, está sempre arranjando briga com Nicole (Elizângela). Vive de agiotagem e tem uma fortuna escondida, sem que ninguém desconfie.
Stéfany Oliveira (Sophie Charlotte) – Prima de Desirée (Mayana Neiva), foi criada pelos tios Gino (Marco Ricca) e Nicole (Elizângela). Faz-se de amiga, boazinha, mas é uma cobra. Morre de inveja da prima e quer tudo o que é dela, a começar por Armandinho (Alexandre Slavieiro), a quem sempre tenta seduzir, embora ele resista bravamente.
Francisco da Silva (Rodrigo Lopez) – Mais conhecido como Chico, é amigo de Ari (Murilo Benicio), vive de bicos, cada semana está em um emprego diferente. Tem uma ingenuidade quase infantil. Desastrado, inadequado, é apaixonado por Nicole (Elizângela), mas é sempre rejeitado por ela, pelo fato de ser pobre e trapalhão.
Thales de Mello (Armando Babaioff) – Entra na segunda metade da história. Rapaz muito bonito, atlético e simpático. Cresceu no litoral e venceu diversos campeonatos de surfe. Como customizava as próprias roupas, atraiu a atenção de outros surfistas e passou a produzir roupas para vender. O rapaz mostrou tino para os negócios, além de um evidente talento para a criação de roupas para aquele nicho.
Madu (Carolinie Figueiredo) – Amiga de Valquíria (Juliana Paiva), estuda moda com ela na faculdade.
Massa (Marcos Frota) – Bandido que tentou assaltar Jaqueline (Claudia Raia), mas que acabou se apaixonando por ela e se tornou seu guarda-costas.
Rosário (Rosanna Viegas) – A atrapalhada empregada de Jacques Leclair (Alexandre Borges).
Magali (Lucia Bronstein) – Secretária da empresa de Rebeca (Christiane Torloni). Vive em pé de guerra com Breno (Tato Gabus Mendes).
Penha (Yaçanã Martins) – A faz-tudo na casa de Rebeca (Christiane Torloni). Foi babá dos filhos dela e também uma espécie de conselheira da patroa ao longo dos anos.
Lourdes (Maria Carol) – Filha de Penha (Yaçanã Martins). Apesar da origem humilde, conseguiu se formar com a ajuda de Rebeca (Christiane Torloni). É formada em Administração e cursa Direito, pois seu sonho é a Magistratura.
Evandro (Romulo Medeiros) – Motorista de Gustavo (Leopoldo Pacheco) e Bruna (Giulia Gam).
Teca (Ana Paula Pedro) – A espevitada secretária e assistente de Stela (Mila Moreira).
Agência de modelos Lugar Models:
Dorinha Bacelar (Mônica Martelli) – Famosa modelo na sua juventude, trabalha na agência de Edgar (Caio Castro) e Luisa (Guilhermina Guinle) cuidando de tudo o que diga respeito às modelos da casa. Foi noiva de Gustavo (Leopoldo Pacheco) quando jovem, mas preferiu abrir mão de tudo para curtir a vida e a fama. Hoje se arrepende de sua escolha por causa da decadência na qual sua vida se encontra.
Francis Fiúza (Ricardo Duque) – Melhor amigo de Edgar (Caio Castro). Trabalha na agência como olheiro que descobre novos talentos. Homem charmoso, despojado e viajado. Tem uma queda não correspondida por Luisa (Guilhermina Guinle).
Graça (Christiana Kallache) – Secretária de Luisa (Guilhermina Guinle) na agência. Elegante, eficiente, mas um tanto infeliz ao ter que lidar sempre com tantas mulheres jovens, lindas e bem amadas. Ao contrário do seu nome, ela não tem graça nenhuma.
Wagner (Juliano Righetto) – Diretor comercial da agência Lugar Models.
Redação da Moda Brasil:
Help (Betty Gofman) – Secretária de Suzana (Malu Mader) na revista Moda Brasil, seu nome verdadeiro é Socorro, mas só aceita ser chamada de Help. Sempre cria empecilhos aos que tentam falar com Suzana, dizendo que ela está em reunião, ocupadíssima. Já foi groupie e teve caso com muitos roqueiros. Agora é clubber e adora DJs. Vai se apaixonar por Ângelo (Julio Oliveira).
Adriano Novaes (Rafael Zulu) – Respeitado jornalista de moda brasileiro, tem uma coluna na revista editada por Suzana (Malu Mader). Finge ser homossexual para ser respeitado no restrito mundo da moda.
Helinho (Thiago Picchi) – Diretor de arte da revista Moda Brasil.
Irina (Izabella Bicalho) – Editora de moda da revista Moda Brasil.
Katia (Cris Rebelo) – Editora de beleza da revista Moda Brasil.
Paula (Viviane Netto) – Editora de variedades da revista Moda Brasil.
Ricky (Michel Max) – Fotógrafo da revista Moda Brasil.
Vicky (Marcos Tumura) – Maquiador.
Casa de repouso de Cecília:
Dr. Queiroz (Theodoro Cochrane) – Diretor e médico da casa de repouso onde Cecília (Regina Braga) fica internada.
Valdete (Priscila Camargo) – Enfermeira que toma conta de Cecília (Regina Braga) na casa de repouso onde ela fica internada.
Olga (Hilda Rebello) – Paciente da casa de repouso.
tititi com muitas plumas e paetes!!
estamos amando cada noticia.. cada notinha na imprensa...tudo no maior tetete
atores lindos.. destaque para lindo gustavo leao que amamos de paixao
tititi com gustavo leao e caio castro vai ser TUDOOOOOO
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