terça-feira, 1 de novembro de 2011

Gabriela Leite, dona da DASPU e ex-prostituta, no De Frente Com Gabi desta quarta

Foto: Carol Soares/SBT
No programa "De Frente Com Gabi" desta quarta-feira (02/10), Marília Gabriela entrevista a ex-prostituta Gabriela Leite. Dona da grife DASPU, de roupas para garotas desinibidas, Gabriela tem 60 anos e quase 25 anos atrás começou sua saga pelos direitos das "profissionais do sexo". Ela preside ainda a ONG "Da Vida" e vem ao programa para falar sobre sua história, suas lutas, sobre preconceito e seus planos para o futuro.


Confira abaixo as melhores frases da entrevista:
  • Eu sempre tenho que dizer que não sou socióloga.
  • Sempre quis estudar e ler bastante para nãoser tratada como figura folclórica.
  • Vou pela primeira vez na ANPOCS (AssociaçãoNacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais), que só tem pesquisadorese acadêmicos.
  • Antes, prostitutas só apareciam em páginapolicial.
  • Esse imenso crescimento das religiões evangélicas,que têm uma moral fechada, influencia uma visão bastante conservadora.
  • Prostitutas sempre vão existir.
  • O que incomoda as pessoas é saber que temmulheres que transam por dinheiro.
  • Eu acho os homens extremamente frágeis. Essafragilidade me emociona.
  • Eu não acredito que as pessoas não tenhamoutras opções, é uma coisa da mente mesmo.
  • Quando eu fui para a prostituição, as minhascolegas de profissão queriam que suas filhas se casassem virgens.
  • Casamento com cliente raramente dá certo.Na primeira briga, ele diz: “eu te tirei daquela vida”.
  • Nós começamos a fazer sexo seguro a partirde 1989.
  • Temos um “baita” nome por causa da mídiaespontânea. (sobre a DASPU)
  • Vamos fechar mais uma parceria com uma faculdadede moda. (sobre a DASPU)
  • Minha neta tem 19 anos e leva tudo numa tranquilidadeenorme. Ela tem o maior orgulho de mim.
  • Se eu tivesse que começar de novo, fariatudo igual.
  • Por trás da prostituta tem uma mulher, cidadã,brasileira e as pessoas esquecem isso.
  • (O caso de Bruna Surfistinha) Não ajuda enão atrapalha. A história da Bruna fala do que acontece dentro do quartoe ela tem mágoas e sente por ter sido prostituta.
  • Achei o filme (da Bruna Surfistinha) estranho.Uma histórias cheia de dedos para não influenciar.
  • Nós somos contra as menores, em qualquerprofissão.
  • Tenho o sonho de ter um pequeno restaurante,adoro cozinhar.


    Nesta quarta, 02 de novembro, à 00h15.

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