Viacom International Media Networks revela os resultados da pesquisa global “The Next Normal: um olhar sem precedentes sobre os Millennials”
A Viacom International Media Networks (VIMN) – The Americas revela os resultados do estudo “The Next Normal: um olhar sem precedentes sobre os Millennials”, que traz um retrato global de uma geração de extrema relevância no mundo, composta por cerca de 2,5 bilhões de pessoas ou 1/3 da população mundial. O estudo traz insights sobre atitudes, valores, aspirações e perspectivas de jovens entre 9 e 30 anos, de 24 países, como Brasil, Argentina e México, Índia, China, Árabia Saudita, Holanda, Japão Singapura, entre outros. No total, foram realizadas 15 mil entrevistas (1350 entrevistados na América Latina), além de explorações em profundidade e contribuições de experts em comportamento.
"Como
uma marca que vive e respira o universo dos Millennials, é nossa missão
gerar conhecimento sobre aspectos únicos desta geração para moldar
nossas marcas e nossos negócios, além de educar o mercado para atender
melhor seus públicos e entregar resultados", avalia Noel Gladstone, vice-presidente de Pesquisa da Viacom International Media Networks - Américas. "The
Next Normal ajuda a entender as os Millennials, especialmente a forma
como eles se sentem sobre o seu futuro e sobre a comunidade global em
comparação com as gerações anteriores", afirmou.
A seguir, um resumo das principais conclusões do estudo:
EVENTOS QUE MARCARAM ESTA GERAÇÃO
Os
eventos que marcaram os Millennials podem ser listados em cinco
principais categorias: a Economia (crise econômica mundial), o
Terrorismo (os ataques de 11 de setembro e o medo de novos atentados),
os Desastres Naturais (o Tsunami, no Japão teve forte resposta global), a
Tecnologia (com introdução do Facebook e a tecnologia desempenhando um
papel relevante de “habilitadora”) e, por fim, a categoria Social,
Política & Cultural, com a eleição de Obama.
No
Brasil, há uma inversão dessas top categorias. Em primeiro lugar está a
categoria Social, Política & Cultural, com a eleição de Lula e,
depois, de Dilma como eventos relevantes que impactaram esta geração.
Para os jovens de 15 a 24 e 25 a 30 anos, a eleição de Lula foi apontada
como o evento mais importante para 41% e 52% respectivamente. Os
desastres naturais ocuparam o segundo lugar. Os jovens brasileiros
afirmaram que se sentiram impactados com a tragédia do Tsunami no Japão
(37% nas faixas de 15 a 24 anos e 25 a 30).
A
Tecnologia aparece em terceiro lugar na média geral dos Millennials
brasileiros, mas, entre os mais jovens, na faixa de 9 a 12 anos, ela tem
um peso maior: a introdução das mídias sociais foi apontada como o
evento mais relevante para 63% dos jovens nesta faixa etária e a
introdução dos smartphones aparece em segundo lugar, entre esse público,
com 54%.
Depois
da Tecnologia, o evento de maior impacto para os brasileiros é o
Terrorismo. Mesmo o Brasil não fazendo parte deste cenário de atentados
terroristas, os jovens de 15 a 24 e 25 a 30 não se esqueceram dos
atentados de 11 de setembro, mostrando outra forte característica dos
Millennials: a solidariedade ou a capacidade de se colocar no lugar do
outro.
Finalmente,
a Economia aparece em 5ª posição. Como era de se esperar, nossos
Millennials não se sentiram fortemente impactados pela crise econômica
mundial, já que esperam por um cenário de mais prosperidade e
desenvolvimento. Apenas 29% dos entrevistados disseram que a crise
impactou sua vida pessoalmente.
A
partir dos eventos que marcaram os Millennials foi possível detectar a
primeira macro tendência de comportamento desses jovens. Conscientes
sobre o impacto que a economia tem em suas vidas atuais ou no futuro,
eles estão “encarando” a realidade: ganhando e não reclamando. Assim, esperam ter as marcas como suas aliadas neste processo.
Marcas
que podem ajudá-los nesta preparação, fornecendo-lhes subsídio e
conteúdo para que se preparem para o futuro e consigam lidar, por
exemplo, com altos e baixos econômicos, serão bem recebidas.
FELICIDADE, SUCESSO E ESTRESSE
O
estudo apontou que ¾ dos Millennials do mundo se consideram feliz e,
entre eles, os mais felizes são os latino-americanos: México, Argentina e
Brasil lideram como os países mais felizes do mundo devido a seu forte
relacionamento familiar e o momento de otimismo, prosperidade e
desenvolvimento pelo qual passa a região.
No
Brasil, esse índice de felicidade também é fortemente impulsionado pela
estabilidade econômica e pela expectativa de receber grandes eventos
esportivos.
Passar
tempo entre família e amigos é o principal driver de felicidade para
esta geração. Para os brasileiros, ter um emprego e usar a internet
também são drivers importantes de felicidade. Ainda no Brasil,
identificou-se que os Millennials são felizes por natureza e quando se
sentem estressados, aliviam a tensão ouvindo música, principalmente
entre os jovens de 15 a 24 anos (71%), bem como dormindo/ “tirando uma
soneca” ou conversando com os amigos (50%). Já os jovens na faixa de 9 a
12 anos preferem aliviar o estresse assistindo TV em primeiro lugar
(59%) e também ouvindo música (58%) ou jogando videogame (54%).
Na
Índia, também se detectou um alto grau de felicidade: 81% dos jovens
afirmaram que se consideram felizes. A forte espiritualidade local pode
ser um dos fatores para este otimismo. Já o Egito é o último colocado em
felicidade, pois o país vive um momento de muitas incertezas devido à
Primavera Árabe (Arab Spring), série de protestos que vem ocorrendo no
Oriente Médio e Norte da África visando sensibilizar a população e a
comunidade internacional sobre as tentativas de repressão e censura na
Internet.
Segundo
a gerente sênior de pesquisa da Viacom Brasil, o The Next Normal
demonstrou que “os Millennials estão redefinindo o conceito de sucesso:
eles aproveitam o caminho até atingi-lo”. Ou seja, diferentemente da
geração anterior, a X, na qual a principal característica é lutar muito
para alcançar um objetivo e só então usufruir da conquista, os
Millennials aproveitam a vida em todos os momentos.
“Sucesso,
para os Millennials, é ser feliz, e ser feliz é passar tempo com a
família e amigos e ser bem sucedido. Os Millennials vivem à base de um
triângulo: de um lado, a Felicidade, do outro, o Sucesso e a base é a
Família que sustenta os outros dois pontos”, analisa Adriana.
Assim,
a segunda macro tendência deste estudo é Buscando Sentido. Os
Millennials estão buscando o verdadeiro sentido da vida, o que é real e
autêntico, valores que vão além do “monetário”.
As
marcas que entregarem aos Millennials valores que sejam similares aos
desses jovens terão mais chances de conquistá-los. Resumindo, os
Millennials querem sentir admiração pelas marcas.
AMIGOS, FAMÍLIA & COMUNIDADE
Uma
das mais relevantes conclusões do The Next Normal é a respeito do papel
da família para os Millennials: a família é quem os inspiram, em quem
confiam e seus membros são seus melhores amigos. Fazer parte de uma
família amorosa é a chave do sucesso para eles.
Mesmo
com a mudança do formato da família, seu conceito não mudou. Ou seja,
cada vez menos temos uma família tradicional, com pai, mãe e filhos de
um mesmo casamento. É cada vez mais comum os casais terem filhos de
outros casamentos ou as famílias serem lideradas apenas pelo pai ou pela
mãe. Mas para os Millennials, o que importa é a essência da família, o
que demonstra a tolerância desta geração e sua natureza aberta e
flexível.
No
Brasil, a família também exerce um papel muito importante, uma vez que
governo e as autoridades não inspiram confiança, o que faz com que os
brasileiros coloquem as pessoas, e principalmente a família, em primeiro
lugar. Assim, a mãe é a melhor amiga dos Millennials brasileiros para
42% dos entrevistados, versus uma média global de 22%. Amigos da escola
ou faculdade ocupam a segunda posição. Essa forte confiança e inspiração
da família podem evidenciar um movimento de diminuição do círculo de
amigos na vida real. Os Millennials buscam redes de confiança.
Em
relação ao que sentem por seus países, os Millennials brasileiros,
similarmente ao que ocorre com os jovens ao redor do mundo, estão
demonstrando um crescente sentimento de orgulho nacional e em manter as
tradições locais. Quando comparamos os resultados de The Next Normal ao
estudo Well-Being, também desenvolvido pela Viacom, em 2006, notamos
esse crescimento: na primeira pesquisa, 77% dos jovens entrevistados no
mundo afirmaram que tinham orgulho de seu país versus 83% no estudo
atual.
Conclui-se,
portanto, que os Millennials estão construindo redes de confiança
(macro tendência #3) cada vez mais restritas. Embora se relacionem com
muitas pessoas, são poucas aquelas em quem realmente confiam e a
comunidade local, neste sentido, torna-se cada vez mais importante. As
marcas devem, então, transmitir confiança, ganhar o status de parte da
“família” desse jovem (expressão do consumidor).
GLOBALISMO ABRAÇANDO AS MUDANÇAS
Os
Millennials são, verdadeiramente, a primeira geração global, ou seja,
que tem acesso imediato a tudo o que acontece no mundo por meio de
veículos de comunicação.
Como
vimos no item anterior, o círculo de amigos está diminuindo, mas os
contatos e as oportunidades aumentaram. Comparando-se com uma pesquisa
anterior da Viacom, a Circuits of Cool, de 2007, detectou-se um aumento
da quantidade de amigos exclusivamente online (ou seja, que nunca se
conheceram pessoalmente).
As
amizades online começam muito cedo. A média mundial para ter a primeira
conta social é de 11 anos, considerando-se uma amostra de crianças
entre 9 e 14 anos. E se no mundo 60% das crianças entre 9 e 14 possuem
uma conta em rede social, no Brasil esse número sobe para 86%.
A
tecnologia está diretamente relacionada à felicidade. Os heavy users de
redes sociais são mais felizes que a média e as pessoas mais felizes
dão mais importância para as redes sociais, o que evidencia um contágio
digital de felicidade.
Importante
notar, porém que a tecnologia não define esta geração. Ela permite. Se
questionado, um Millennial responderia: “a tecnologia não me faz quem eu
sou. Ela permite que eu seja quem eu sou”. Em outras, palavras, a
tecnologia sustenta os relacionamentos e desempenha um papel importante
em manter a alegria e a ampliar os horizontes, permitindo que os jovens
de diferentes países e culturas se relacionem.
Graças aos recursos tecnológicos, os Millennials são verdadeiramente glocais, ou seja, absorvem
as tendências globais e agem localmente: 84% dos entrevistados
declararam que seu grupo de idade tem o potencial de mudar o mundo para
melhor, e 73% afirmaram que ter acesso à Internet muda seu modo de
pensar o mundo.
O
estudo demonstra também, portanto, que estar aberto para outras
culturas é importante para esta geração. Comparando-se os dados de The
Next Normal com o Well-Being, detectou-se um crescente aumento do número
de jovens que afirma ser maravilhoso ter pessoas de outros países vindo
morar no Brasil.
“Ter
orgulho de seu país e manter as tradições não significa, para um
Millennial, que ele deve fechar-se para o mundo. Isso é mente aberta, a
busca pelo novo, a curiosidade sobre o mundo, características marcantes
desta geração”, diz Adriana Pascale.
Os
Millennals têm, portanto, a mente aberta e próspera para mudanças. Eles
se alimentam da comunidade global para agir localmente. A quarta macro
tendência é Fonte Aberta. Sua expressão é a Busca pelo Novo. As marcas
devem alimentá-los com novidades, mas não o “novo pelo novo”. O novo
deve ser relevante.
ASSIM...
...As quatro grandes tendências para as marcas que desejam engajar os jovens Millennials em 2013 são:
1. Ganhando e não reclamando – expressão do consumidor: marca como uma aliada
2. Buscando sentido – expressão do consumidor: admiração pela marca
3. Redes de confiança – expressão do consumidor: marca como parte da família
4. Fonte aberta – expressão do consumidor: busca pelo novo
...Se as marcas desejam conversar com os Millennials, elas devem:
ü Considerar o valor da família;
ü Encontrar um balanço entre Global & Local;
ü Ser autêntico e verdadeiro;
ü Dar suporte e encorajar diversidades, criatividades e auto expressões;
ü Não “super” enfatizar a tecnologia.
... E podem explorar os seguintes potenciais:
ü Inspirar e dar suporte
ü Entregar experiências autênticas
ü Construir conexões e relações próximas
ü Promover experiência glocal inspiracional
METODOLOGIA:
•
A pesquisa global quantitativa foi realizada em Junho / Julho de 2012,
com uma amostra de mais de 11.300 respondentes. A amostra de cerca de
450 entrevistados em cada país (900 no Reino Unido) abrangeu três grupos
etários, cada um, com cerca de 150 entrevistas: 150 x 9-14 (última onda
dos Millennials), 150 x 15-24, 150 x 25-30 (primeira onda dos
Millennials).
• O trabalho de campo e de processamento de dados foi realizado pela GFK NOP GFK NOP MEDIA AND ENTERTAINMENT com a IPSOS oferecendo apoio de campo na Arábia Saudita.
• O estudo de projeto, análise e relatório foi dirigido por JO MCILVENNA LTD.
•
A pesquisa primária realizada para o The Next Normal foi reforçada pela
análise adicional com base em 3.400 Millennials e 665 pais de
Millennials nos Estados unidos.
• Além disso, a Viacom desenhou explorações qualitativas, incluindo análise de conteúdo, focus groups, discussões QualBoard online e entrevistas com especialistas sobre gerações.
***
A VIACOM BRASIL, uma divisão da VIMN, é proprietária e opera no Brasil os serviços da NICKELODEON,
um dos principais canais de TV e a marca número 1 de entretenimento
para crianças e uma das maiores produtoras de programas infantis do
planeta, vista em mais 110 países e em 500 milhões de domicílios em todo
o mundo; do COMEDY CENTRAL, canal 100% dedicado a 24 horas de
comédia visto atualmente em mais de 172 milhões de domicílios, em 22
países ao redor do mundo, da Vh1 Brasil, canal de música e entretenimento com programação diversificada voltada ao público acima dos 25 anos; além das marcas VH1 HD, VH1 MEGA HITS, NICK JR e NICK HD. A Viacom International Media Networks (VIMN),
uma unidade da Viacom Inc. (NASDAQ: VIA, VIAB), é dona de algumas das
marcas de entretenimento mais conhecidas do mundo, incluindo MTV,
Nickelodeon, Comedy Central, BET, Paramount Channel, Vh1, Viva, COLORS,
Game One e Tr3s: MTV, Música y Más. As marcas da Viacom são vistas
globalmente em mais de 600 milhões de domicílios, em 160 territórios e
em 35 diferentes línguas através de 160 canais programados e operados
localmente, além de mais de 550 canais de mídias digitais.
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