sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Cantor Falcão é o convidado do Provocações

Provocações_Falção_Foto Jair Magri
Marcondes Falcão Maia, mais conhecido como Falcão, o astro brega, é o convidado do Provocações, programa da TV Cultura que vai ao ar nesta terça-feira (13/1), às 23h30.

Na conversa com Antônio Abujamra, o cantor conta que na época em que estudava arquitetura, participou do Festival de Música no Ceará. Sua apresentação não agradou aos jurados, que lhe deram nota zero.  Mas sua figura e performance conquistaram a plateia que, no final, exigiu sua presença no palco.
Falcão explica por que ficou conhecido do público como astro brega. “Tem dois tipos de brega, é igual a colesterol: o bom e o ruim. Tem o que o povo intitulou que ia ser ruim, lixo, de má qualidade, sem cultura etc. E o bom, que é o brega natural, aquilo que é verdadeiro”. Ele se autodefine: “Eu sou o brega que representa aquilo que é naturalmente o povo brasileiro. Acho que o brasileiro é brega primeiramente porque toda essa misturada que vem de fora a gente pega e faz uma releitura. É brega porque consumimos o bolero mexicano, a música americana, a literatura europeia, nós fizemos essa mistura”.

Com  
mais de 20 anos de carreira e tendo ultrapassado a marca de um milhão de discos vendidos, Falcão  relembra seu grande sucesso, I’m not dog no. “Quando eu ainda era estudante, estava entrando no Brasil essa história de rádio FM e, pelo menos no Ceará, só tocava música americana. Então, eu tive um estalo de pegar um dos clássicos do brega, que era o Eu não sou cachorro não, do Waldick Soriano, e botar em inglês pra ver se tocava na rádio. Mas como eu não sei inglês, olhava no dicionário a palavra e trazia pra cá, e assim foi construído o I’m not dog no”.

Falcão conta que seu público é eclético. “Vai desde a criança que acha legal o colorido, mais pelo lado do palhaço, passa pelo estudante que saca um pouco da irreverência do que eu estou tentando passar e vai até a terceira idade”.

O declínio da música bem-humorada no Brasil também é comentada pelo astro brega. “As pessoas coincidem bom humor com pornografia, com coisas escatológicas, de baixo calão. É por isso que não existe um humor como tinha o Moreira da Silva, Premeditando o Breque, Língua de Trapo e até mesmo o Ultraje a Rigor. Hoje em dia, se puxa muito para o sucesso imediatista, porque é o que a mídia está querendo”.

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