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| A Adúltera da Urca - Malu (Regina Duarte), Detetive (Dalton Vigh) e Júlia (Sonia Braga) - Foto: TV Globo/Ique Esteves |
Para dar vida aos dez episódios independentes, Daniel escolheu cuidadosamente uma dezena especial de atrizes: Alinne Moraes, Paola Oliveira, Alessandra Negrini, Adriana Esteves, Cíntia Rosa, Grazi Massafera, Fernanda Torres, Sonia Braga, Angélica e Deborah Secco. Elas formam o time de protagonistas de ‘As Cariocas’, que tem texto final de Euclydes Marinho e é uma co-produção da Rede Globo com a produtora Lereby. “Não há como negar que elas são as top ten de muitos brasileiros”, brinca Daniel, que dividiu a direção da série com Amora Mautner e Cris D´Amato.
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| A Vingativa do Méier - Celi (Adriana Esteves) - Foto: TV Globo/Ique Esteves |
Cris, parceira de Daniel desde o filme ‘Se eu fosse você’, dirigiu ‘A Internauta da Mangueira’, ‘A Desinibida do Grajaú’ e ‘A Vingativa do Méier’. “Eu tive um contato forte com a zona norte, principalmente na minha infância. Acabei ficando com os episódios dessa área. Foi uma coincidência que combinou comigo e com a Amora”, comenta.
Amora ficou responsável pela direção dos episódios ‘A Atormentada da Tijuca’, ‘A Iludida de Copacabana’ e ‘A Invejosa de Ipanema’, sendo o último em conjunto com Daniel Filho, que assinou ‘A Noiva do Catete’, ‘A Suicida da Lapa’, ‘A Traída da Barra’ e ‘A Adúltera da Urca’ (com Cris D´Amato). “Fizemos os episódios com um humor leve e descontraído, bem ao estilo Sérgio Porto”, resume a diretora.
Ambientada em diversos bairros do Rio de Janeiro, a trama de ‘As Cariocas’ é narrada por um Sérgio Porto contemporâneo. Ele é praticamente um personagem que interfere na história dando suas sinceras opiniões sobre as mulheres e seus relacionamentos. O ponto de partida para o programa são os seis contos originais que compõem o livro de Sérgio Porto: ‘A Grã-fina de Copacabana’, ‘A Noiva do Catete’, ‘A Donzela da Televisão’, ‘A Currada de Madureira’, ‘A Desquitada da Tijuca’ e a ‘Desinibida do Grajaú’. “Os textos serviram como inspiração. Houve, claro, uma atualização, mas mantivemos o espírito do autor”, frisa Daniel.
As gravações duraram 54 dias e contaram com mais de 120 atores no elenco. A equipe, também com mais de uma centena de pessoas, gravou metade das cenas nos estúdios da Central Globo de Produção e no Pólo de Cinema e Vídeo. A outra parte foi rodada em locações externas. O Rio de Janeiro esteve em destaque em cada episódio, marcado por características dos bairros, como orla da Urca, a quadra da Mangueira, o trem do Méier, a praça Saens Peña, o palácio do Catete, o Largo do Machado, entre outros.
A cada programa, a região onde a trama se passa é apresentada através de um micro-documentário produzido especialmente para a série pelos fotógrafos Paulo Vainer e Gustavo Hadba e coordenado pelo diretor de fotografia Nonato Estrela.
Sérgio Porto
“O recriador da vida carioca de hoje – dono e senhor de sua língua viva, dos sentimentos, dos dramas, das alegrias, desesperos e tristezas da gente carioca – chama-se Sérgio Porto”, Jorge Amado (1967)
Cronista de humor cínico e irreverente e conhecido como boêmio e gozador, de pseudônimo Stanislaw Ponte Preta, Sérgio Porto nasceu no Rio de Janeiro em 1923. Na década de 40 começou a publicar seus primeiros contos e piadas, com temáticas que variavam entre mulheres, futebol, boemia e sexo.
Como jornalista, trabalhou para publicações como as revistas “Sombra” e “Manchete” e os jornais “Última Hora, “Tribuna da Imprensa” e “Diário Carioca”. Também escreveu para o rádio e TV, onde chegou a apresentar programas.
Em 1954, mesma época em que o escritor Jacinto de Thormes publicou na “Manchete” a lista das “Mulheres Mais Bem Vestidas do Ano”, Stanislaw inventou e produziu o concurso “As Certinhas do Lalau”. De 1954 a 1968, foram destacadas na revista mais de 140 beldades, entre atrizes e vedetes.
Sérgio também usou o humor para fazer críticas severas ao regime militar. Nesta época, organizou o FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assola o País –, que simulava notas jornalísticas ao estilo de um noticiário. Em 1968, morreu aos 45 anos, com 13 livros publicados, sendo 10 deles como Stanislaw Ponte Preta.
Os episódios
A NOIVA DO CATETE – Alinne Moraes é Nádia
Nadia por Alinne Moraes: “A Nadia é uma mulher muito diferente. Só se torna real no olhar do outro. Os hormônios mexem muito com ela e, por isso, ela se molda de acordo com as circunstâncias que a vida lhe impõe. Mas, acima de tudo, de todas suas variações e modificações, ela é feliz”.
Uma jovem bonita, encantadora e misteriosa. Por onde passa, chama atenção. Nádia (Alinne Moraes) é a noiva do Catete. Carlinhos (Ângelo Antônio), o noivo, que ficou paraplégico tentando salvá-la de um assalto, não acredita que o amor resistirá a tal provação. Mas Nádia (Alinne Moraes) garante que quer casar e ter seus filhos com ele. Ela sofre com o acidente do passado, sente culpa, mas nem por isso deixa de enlouquecer a vizinhança. O jovem surfista Nelsinho (Pedro Nercessian) fica completamente louco por sua sensualidade e beleza. Já Fagundes (Nelson Baskerville), um homem mais maduro, enxerga em Nádia (Alinne Moraes) a dona de casa perfeita. Apesar de despertar tantos sentimentos, a única certeza de Nádia (Alinne Moraes) é que Carlinhos (Ângelo Antônio) é sua real esperança de futuro.
A INTERNAUTA DA MANGUEIRA – Cíntia Rosa é Gleicy
Gleicy por Cíntia Rosa: “A Gleicy é extremamente graciosa, gosta de ser paparicada, de ser vista. Ao mesmo tempo é aquela dona de casa, que cuida do marido, mas, por dentro, tem todo aquele gingado especial da mulata”.
A especialidade dela é deixar os homens loucos. Mesmo que virtualmente. Gleicy (Cíntia Rosa), a internauta da Mangueira, é casada com Armando (Eduardo Moscovis). Esposa dedicada, ela cuida da casa, do marido e ainda trabalha até de madrugada no computador. A irmã dela, Glaucia (Preta Gil), não se conforma com tanto amor por um homem só. Tanta perfeição esconde um segredo, que, quando revelado, vai gerar mais rebuliço do que torcida rubro-negra em dia de decisão de campeonato.
A VINGATIVA DO MÉIER – Adriana Esteves é Celi
Celi por Adriana Esteves: “Professora, típica moradora do Méier, subúrbio carioca. É completamente apaixonada pelo marido, mas começa a desconfiar que ele a está traindo por não procurá-la mais. É o começo de uma solidão enorme”.
Celi (Adriana Esteves) é uma jovem linda, que esconde sua beleza atrás de um semblante triste. É casada com Djalma (Ailton Graça) e passa maior parte de seu tempo disputando atenção do marido com a jornada dupla de trabalho dele. Djalma (Ailton Graça) é funcionário público e faz próteses dentárias à noite em um quartinho em sua casa, cômodo a que Celi (Adriana Esteves) parou de ter acesso há tempos. Ela vê no casamento de seus pais um exemplo de relacionamento bem sucedido, onde o amor e a paixão ainda existem mesmo após anos de convivência. E tem inveja do jeito descolado de sua vizinha, que parece estar sempre feliz e se sentindo desejada pelo seu parceiro. Depois de muito relutar, Celi (Adriana Esteves) decide tentar entender por quê o marido prefere o misterioso quartinho a ela.
A ILUDIDA DE COPACABANA – Alessandra Negrini é Marta
Marta por Alessandra Negrini: “A Marta é uma mulher que deseja ser amada, ser feliz. Ela é uma mãe de família, trabalha fora, mas tem toda a pureza do amor, o desejo de ser amada”.
Marta (Alessandra Negrini) é uma mulher que se declara publicamente realizada. Professora de hidroginástica, não passa despercebida em lugar algum. É apaixonada por sua filha Simone e pelo marido, o galanteador e delicado Silvinho (Thiago Lacerda). A única coisa que parece incomodá-la é a babá de sua filha, Suelen (Roberta Rodrigues), uma jovem extremamente sensual e ousada. Silvinho (Thiago Lacerda) é gerente de uma loja de automóveis, onde trabalha com o misterioso Eduardo. Em uma viagem de Silvinho (Thiago Lacerda), Eduardo (Eriberto Leão) fará revelações inesquecíveis para Marta (Alessandra Negrini).
A ATORMENTADA DA TIJUCA – Paola Oliveira é Clarissa
Clarissa por Paola Oliveira: “É uma carioca da Tijuca, uma mulher muito recatada, que não quer ser vista, mas, mesmo assim, tem um brilho que atraí muita atenção. Quanto mais ela quer ser afastar das atenções, mas ela desperta interesses. Por coincidência do destino, a única pessoa com quem ela se sente à vontade é com um amigo”.
Clarissa (Paola Oliveira) é dona de uma beleza capaz de fechar o comércio. De tanto ser assediada de forma grosseira e vulgar, foi tomando antipatia dos homens e se tornou a atormentada da Tijuca. O principal pivô deste trauma foi seu casamento de três anos com Heitor (Charles Fricks). Clarissa não tem uma relação tão boa com sua mãe, Taci (Denise Dumont), uma mulher forte, decidida, que, ao contrário da filha, não consegue resistir ao charme de um homem. A única pessoa com quem Clarissa (Paola Oliveira) se sente realmente bem e à vontade é com Gilberto (Gabriel Braga Nunes), professor de dança de salão e seu amigo de infância.
A DESINIBIDA DO GRAJAÚ – Grazi Massafera é Michelle
Michelle por Grazi Massafera: “Ela é uma mulher obcecada por um sonho. Determinada, seguiu sua vida focada neste objetivo, com muita garra. Mas o destino acabou lhe pregando uma peça…”
Desde criança o maior sonho de Michelle (Grazi Massafera) sempre foi ganhar um concurso de beleza. Aos 22 anos, já uma loira exuberante, o desejo se concretizou. Como prêmio, a moça ganhou um carro que se tornou um de seus maiores orgulhos. O sucesso e a fama, no entanto, não duraram muito tempo. Michelle (Grazi Massafera) manteve o carro, mas teve que voltar a morar com a mãe, Denise (Joana Fomm), sua maior fã, no Grajaú. A vizinhança do bairro sempre teve “tribos” das mais distintas, além de regras e crenças curiosas. O retorno da jovem causou rebuliço entre quase todos os moradores. O mais tranquilo era o mecânico, e nas horas vagas pagodeiro, Wescley (Marcelo D2), que tinha Michelle (Grazi Massafera) como sua musa inspiradora e iria surpreender a todos.
A INVEJOSA DE IPANEMA – Fernanda Torres é Cris
Cris por Fernanda Torres: “A Cris é uma mulher da alta sociedade, que ama o marido, ou melhor, ama tudo dele. Jamais amaria um pé rapado. E é daquele tipo que pensa que o que é do outro é sempre melhor”.
Cris (Fernanda Torres) é a típica dondoca da alta sociedade, que se casou amando o dinheiro do marido Gustavo (Luiz Gustavo). É amante de Luiz Felipe (Guilherme Fontes), o guru da cirurgia plástica, que atende a todos os seus “mimos”. Sua maior ocupação na vida é investigar quais são as novidades de sua “classe” e gabar-se de suas conquistas com sua amiga Julinha (Lavínia Vlasak). Cris (Fernanda Torres) é determinada, corre atrás até conseguir o que quer, mas vai aprender com o playboy paulista Chiquinho (Rafael Primot), que, às vezes, nem sempre é possível conseguir tudo.
A ADÚLTERA DA URCA – Sonia Braga é Júlia
Julia por Sonia Braga: “A Júlia é uma mulher discreta e ela e o Cacá são um casal comum, casado há muito tempo. Um dia começa um conflito e eles vão ter que aprender a lidar com isso”.
Júlia (Sonia Braga) é uma mulher atraente e ao mesmo tempo muito séria e discreta. Filha única de pai militar, parece seguir à risca a educação que recebeu. É casada com Cacá (Antonio Fagundes), por quem é apaixonada, e infidelidade não é uma palavra que faça parte de seu vocabulário. Sua melhor amiga, a descolada Malu (Regina Duarte), é o seu oposto, e acha que “liberdade” contribui para uma vida melhor. Cacá (Antonio Fagundes) é um marido extremamente ciumento, o que faz Júlia (Sonia Braga) ter certeza de que ele também nunca seria infiel. Mas um homem misterioso vai acabar com essa segurança de Júlia (Sonia Braga) e pode modificar até mesmo suas certezas e convicções.
A SUICIDA DA LAPA – Deborah Secco é Alice
Alice por Deborah Secco:“É uma mulher que nunca viveu nada intensamente. É tudo sempre mais ou menos. Por isso ela brinca de fazer personagens. Para a vida ficar menos chata”.
Noite de Natal e a ceia acontece em uma imobiliária na Lapa. É neste cenário que Alice (Deborah Secco), uma jovem linda e atraente, conhece Roberto (Cassio Gabus Mendes), um homem marcado por uma feição triste. Ele é casado com uma mulher mais velha, a dona da imobiliária, e se sente o verdadeiro cachorro da esposa. Apesar da juventude, Alice (Deborah Secco) também não carrega a alegria de viver. E esta noite de será definitiva para os dois, seja para o início ou o final de uma história.
A TRAÍDA DA BARRA – Angélica é Maria Teresa
Maria Teresa por Angélica: “Maria Teresa tem o casamento perfeito e, de repente, descobre a traição do marido. Ela vai sofrer, claro, mas também lutará para dar a volta por cima de qualquer jeito”.
Maria Teresa (Angélica) é uma mulher feliz no amor. É casada com Cícero (Luciano Huck), com quem tem dois filhos. Eles formam a tradicional família feliz, com fotos espalhadas pela casa e rostos sorridentes. Até que...ela flagra o marido com outra. A partir de então, se torna outra pessoa. E a vingança passa a ser sua principal motivação.
Entrevista com o diretor Daniel Filho
João Carlos Daniel Filho nasceu no Rio de Janeiro em 1937. Filho dos atores espanhóis Juan Daniel e Maria Irma, que trabalhavam em circo e em teatro de revista, Daniel foi criado no Méier, zona norte do Rio. Na Rede Globo, seu último trabalho como diretor foi na novela ‘Suave Veneno’ (1999). Desde então, se dedicou mais ao cinema, dirigindo sucessos como ‘Se eu Fosse Você’(2006), ‘Tempos de Paz’ (2009) e ‘Chico Xavier’ (2010).
Como ator, ficou conhecido pelos filmes ‘Os Cafajestes’ e ‘Boca de Ouro’, ambos dos anos 60. Sua estreia na TV aconteceu em 1956, no programa ‘Teatro Moinho de Ouro’, na TV Rio. A partir daí, se tornou referência na história da televisão brasileira, estando à frente de projetos como ‘Malu Mulher’ (1978) e ‘A Vida Como Ela É’ (1995). Além de produtor, ator e diretor, Daniel é autor de dois livros: ‘Antes que me esqueçam’ (1988) e ‘O circo eletrônico, fazendo TV no Brasil’ (2001). Daniel é também dono da produtora Lereby Produções.
Como surgiu o projeto de ‘As Cariocas’?
Daniel Filho: Quando eu comprei os direitos de ‘As Cariocas’, a idéia inicial era fazer um filme. Mas, neste meio tempo, a TV Globo passou a fazer co-produção. Levei vários projetos para a reunião com Manoel Martins (diretor geral de entretenimento da Rede Globo) e surpreendentemente ele escolheu ‘As Cariocas’. É um bom título, mas um desafio, já que o Sergio Porto ainda é pouco conhecido dessa geração.
Você chegou a conhecer o Sérgio Porto?
Daniel Filho: O Sérgio Porto foi um bom amigo. Trabalhei em programas escritos por ele na televisão, como o ‘Miss Campeonato’, sobre futebol carioca. Era um programa de rádio, que foi pra televisão apresentado por Ari Barroso. E eu fazia o Madureira Futebol Clube. Trabalhei com ele também em vários outros programas de televisão, como ‘Noite de Gala’ e em outros programas da Tupi. Fiz também uma peça de teatro, que era uma revista musical. A peça se chamava ‘Quem Comeu Foi Pai Adão’, escrita por ele e por Luiz Iglesias.
Como foi a escolha da Cris D´Amato e da Amora Mautner como diretoras?
Daniel Filho: Gosto muito de ter ao meu lado novos e novas diretoras, especialmente em um projeto tão grande. Logicamente cada uma delas deu o seu tom para os episódios que dirigiram. Eu aposto muito nessa visão feminina.
E como manter a unidade?
Daniel Filho: Todos têm o espírito de Stanislaw Ponte Preta. É a essência do projeto.
Há mais de 10 anos você se dedica ao cinema. Como está sendo esta volta à TV?
Daniel Filho: Não considero que eu esteja voltando. Como trabalhei ativamente na TV, posso ser visto como um homem da TV. E sou. Mas, nos últimos dez anos, só fiz cinema. E agora estou fazendo um produto para a televisão.
O livro do Sérgio Porto foi escrito na década de 60. Como foi a atualização das histórias para a série ‘As Cariocas’?
Daniel Filho: ‘As Cariocas’ é baseada na obra de Sergio Porto. Algumas histórias eram muito datadas e, com quase 50 anos, não seriam tão intrigantes. Mas permanece nas histórias a irreverência de Sérgio Porto.
Como foi a escolha dessas 10 atrizes?
Daniel Filho: Nas dez “Cariocas”, temos atrizes mais experientes e mais jovens, mas todas elas têm uma coisa em comum: o bom humor. Muitas delas eu nem conhecia pessoalmente, mas foi uma enorme surpresa. As dez estariam na lista do ‘top ten’ de qualquer brasileiro. Logicamente existem outras 10 maravilhosas, outras 20 maravilhosas, outras 30.... Foram vários fatores para o critério.
A gravação do episódio ‘A Adúltera da Urca’ foi um grande reencontro entre você, Antônio Fagundes e Sonia Braga. Proposital?
Daniel Filho: Eu e a Sonia nunca estivemos afastados, mas já não trabalhávamos juntos há algum tempo. Logo que surgiu o projeto de ‘As Cariocas’, eu procurei uma história para ela. Depois me ocorreu de colocar o Fagundes. Era o retorno do casal de ‘Dacin´Days’(1978). Por isso os nomes Júlia e Cacá. Uma homenagem.
Como é a trilha sonora de ‘As Cariocas’?
Daniel Filho: A trilha foi especialmente idealizada para o projeto pelo Pedro Luís (do grupo Pedro Luís e a Parede). Ele trouxe muito samba e o estado de espírito carioca do Sérgio Porto para a trilha. São 14 músicas, incluindo uma canção feita especialmente para a abertura.